
Letícia Matos
Florianópolis
Os servidores do judiciário reuniram-se ontem com o comando de greve para discutir uma proposta apresentada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Conforme o diretor do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina (Sinjusc), Luiz Carlos Ribeiro, a reunião foi em caráter de emergência em razão da proposta oficial. “Parece que pode existir uma luz no fim do túnel”, afirma.
A administração do TJSC propõe por meio de ofício, como contrapartida ao encerramento da greve, uma reposição salarial de 6,5% e mais 1,67 com base na inflação do período, que totaliza um acréscimo de 8,17% no salário dos servidores. A proposta discutida será votada em assembleia na próxima semana.
Duas das três reivindicações que levaram à greve – o reajuste do auxílio-alimentação e a reposição salarial de acordo com o índice inflacionário – já foram combinadas anteriormente. A exigência dos servidores para voltarem ao trabalho é a possibilidade de ganho real (além da inflação).
A categoria está paralisada há 36 dias com processos de 21 das 111 comarcas com prazos suspensos. Na região, Braço do Norte, Capivari de Baixo e Laguna entram nesse grupo.
Justiça vai descontar até 30% de salário de servidores em greve
A presidência do TJSC autorizou o desconto de até 30% sobre o valor líquido dos salários deste mês dos servidores do judiciário em greve. Os representantes do Sinjusc afirmam que a decisão é irregular e vai contra o estatuto dos servidores, que permite deduções de até 10%. Os descontos estão previstos para serem efetuados nos pagamentos do próximo dia 20, caso a greve continue. Os demais dias parados poderão ser subtraídos nos próximos meses. A categoria vai recorrer da decisão.