Início Especial Contrato é rescindido

Contrato é rescindido

No início da rua Luiz Pedro de Oliveira, na esquina com a Simeão Esmeraldino de Menezes (que liga a rodoviária a Unisul), a empresa deixou um buraco aberto e várias caixas de concreto.
No início da rua Luiz Pedro de Oliveira, na esquina com a Simeão Esmeraldino de Menezes (que liga a rodoviária a Unisul), a empresa deixou um buraco aberto e várias caixas de concreto.

Eduardo Zabot
Tubarão

Sob a alegação de que o projeto da macrodrenagem da margem esquerda do Rio Tubarão, na Cidade Azul, era inconsistente, a prefeitura de Tubarão e a diretoria da empresa Coenco, executora do trabalho, rescindiram o contrato ontem.
Segundo a procuradora geral do município, Patrícia Uliano Effting, a rescisão foi feita de forma amigável. “O dono da empresa já conversou (ontem) com o prefeito Olavio Falchetti. Agora vamos nos reunir com a Caixa Econômica Federal”, antecipa a advogada.

Antes do encontro com o banco será feita uma medição. O objetivo é traçar exatamente o que a Coeco executou do projeto. Isto será feito pela secretaria de gestão da prefeitura e também servirá para efetuar o pagamento da empresa.
Depois disso e da reunião com a superintendência da Caixa, é que a prefeitura avaliará o que deve ser feito em relação a obra.

A administração tem duas opções: chamar a segunda colocada no processo original de licitação, ou realizar uma nova concorrência pública. Para a procuradora, a tendência é a segunda opção.
“Pelas inconsistências no processo anterior, é provável que a prefeitura abra novo processo de licitação para terminar a obra”, reforça Patrícia.

Dívida de R$ 1 milhão

Em tese, a empresa Coenco, até então a responsável pela execução da primeira etapa do projeto da macrodrenagem da margem esquerda do Rio Tubarão, não recebeu pelo serviço que fez até o momento. A direção da empresa afirma que tem cerca de R$ 1 milhão a receber da prefeitura.

Conforme o secretário de infraestrutura da prefeitura, Ismael Medeiros, existem pendências das mediações na Caixa Econômica Federal. “Existe duas medições que não foram atestadas, mas isso tem que confirmar com o banco”, resume Ismael.

A procuradora geral do município, Patrícia Uliano Effting, confirma a existência de uma medição que não foi atestada pela superintendência com problemas a serem solucionados. A segunda medição não é de conhecimento a advogada.
“Vamos rever esta questão em breve. Sobre essa dívida que a empresa alega ter com a prefeitura, por enquanto não temos conhecimento”, completa.
 

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