
Eduardo Zabot
Tubarão
A macrodrenagem é uma obra que, depois de concluída vai evitar enchentes e alagamentos na margem esquerda de Tubarão, nos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes e Centro. O investimento previsto é de quase R$ 4 milhões. Assim que o novo governo assumiu, representantes da Coenco, empresa responsável pela obra, reuniram-se com os secretários de urbanismo, Vânio de Freitas, gestão municipal, Euclides Magri, e de infraestrutura, Ismael Medeiros.
“No dia 7 de janeiro, nós nos reunimos com eles e o pedido foi para parar a obra até que a prefeitura fizesse a análise de toda a documentação”, explica o diretor de obras da Coenco, José de Assis Corrêa.
José de Assis ainda afirma que a obra está parada porque a Tubarão Saneamento precisa transferir a rede de água da rua Luiz Pedro de Oliveira do centro para a lateral, e que a prefeitura está com a documentação toda enrolada na Caixa Econômica Federal. “Nós fizemos 26% da obra, não recebemos nada da prefeitura, quase R$ 1 milhão. Sem falar na documentação errada que está na Caixa Econômica e também o contrato da microdrenagem, que ainda não foi passada a ordem de serviço”, declara.
O que foi feito
De acordo com o diretor de obras da Coenco, José de Assis Corrêa, até agora foram feitas a comporta na avenida José Acácio Moreira, a colocação de uma caixa de concreto e a instalação de 200 metros de tubulação. “A nossa parte a gente já fez, são 26% da obra. E a prefeitura não pagou e não está fazendo sua parte junto à Caixa Econômica”, justifica.
O prefeito de Tubarão, Olavio Falchetti (PT), acredita que, em caso de forte chuva, vai ocasionar um problema muito maior. “O trabalho tem que ser feito certo. É dinheiro público, tem que ter respeito com o cidadão”, avalia.
Mais agilidade é a meta
O prefeito Olavio Falchetti já decidiu que o contrato com a Coenco vai ser rescindido. “Não fizeram nada do que deveria ser feito e começaram pelo lado errado. Para mim, não foi feito nada. Já pedi para o departamento jurídico analisar o caso porque eu quero rescindir o contrato”, afirma. Caso a rescisão de fato ocorrer, a prefeitura pode chamar a segunda colocada na licitação ou abrir novo processo.
A Tubarão Saneamento informou que não há impedimento por parte da concessionária para a continuidade da macrodrenagem. Na empresa, a informação é que aguarda o cronograma de serviços da Coenco, responsável pela obra, para dar sequência aos trabalhos de reposicionamento da tubulação.