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Crime ambiental é investigado

Sangão

O Cemitério Municipal de Tubarão é novamente alvo de investigações da Polícia Civil. Foram encontrados resíduos de funerais e outros materiais expostos a céu aberto, situação muito parecida ocorrida no ano passado.

Nesta segunda-feira, após denúncias à Delegacia de Crimes de Trânsito, Ambientais e ao Consumidor, uma equipe de policiais esteve no cemitério. Entre alguns jazidos e espaços de circulação de pessoas, foram encontrados restos de madeiras, roupas e outros dejetos funerários.

“Além de resíduos de exumação ao ar livre, encontramos em uma propriedade ao lado vários restos de materiais no chão. Identificamos também locais com acúmulo de água, retirada com baldes e jogada no esgoto comum”, informa o delegado André Luis Mendes da Silveira.

O delegado instaurou inquérito para apurar as causas e os responsáveis pelo delito ambiental. O poder público alegou ontem ser um caso isolado. No ano passado, em 19 de agosto, a Polícia Civil fiscalizou o cemitério e também encontrou restos de urnas funerárias depositadas de forma ilegal. Na época, o secretário de infraestrutura e o gerente de limpeza e urbanização da prefeitura foram intimados para prestar esclarecimentos. Cinco dias depois, o executivo assumiu, através de decreto, a administração e manutenção dos cemitérios do centro e do Horto dos Ipês.

O que diz a administração pública
Os representantes da prefeitura informaram que os restos de caixões e resíduos são de exumações. Um trabalho feito semanalmente pela empresa Servioeste, que recolhe o material condicionado em um container. E que devido a problemas de logística, esse recolhimento ficou sem ser realizado na semana passada e, com o número de sepultamentos com exumação no período, parte do material foi deixado fora do local. O executivo diz que a situação já está resolvida. Sobre o acúmulo de água, a informação é que se forma quando o jazigo é construído abaixo da superfície. “Segundo levantamos devem existir menos de cinco casos. Realmente constatamos que a prática dos coveiros era de drenar a água jogando-a no piso. A partir desse caso, um caminhão hidra-jato será utilizado para drenar o local”, avisa o executivo.         
 

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