Zahyra Mattar
Jaguaruna
Hoje é dia de sessão na câmara de vereadores de Jaguaruna. E o encontro tem tudo para terminar em confusão. Cada ala branda os seus motivos. O primeiro item da pauta, que deverá deixar o clima tenso, é a proposição da bancada oposicionista, da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas notas frias emitidas pela prefeitura.
Conforme o líder da bancada progressista, Alício Bitencourt, a prefeitura adquiriu seis veículos em 2009, cujos valores teriam sido superfaturados. “Cada carro custou R$ 29 mil à prefeitura, mas vale R$ 23,99 mil. Temos indícios também de que obras em estradas e pontes tiveram notas empenhadas e pagas, mas as reformas nunca ocorreram”, argumenta Alício.
O prefeito Inimar Felisbino (PMDB) assegura que não há nada irregular. “Na verdade, foram quatro veículos e todos licitados, direitinho. A fiscalização é salutar. Afinal, é para isso que foram eleitos”, dispara o prefeito. Além da CPI, a câmara propôs, junto ao Ministério Público Federal, uma ação para investigar a suposta compra de merenda sem licitação em 2009.
Conforme Alício, o município teria investido R$ 200 mil em alimentação escolar. “Deste valor, R$ 95.519,60 vieram do governo federal. O restante teria saído dos cofres da prefeitura sem concorrência pública. Queremos apenas transparência e respeito às leis”, pontua Alício.
Do outro lado, Inimar afirma não haver nada fora da lei, já que durante os primeiros seis meses de 2009 o município era regido por um decreto de emergência, baixado por ele no primeiro dia frente ao executivo.
