
Priscila Loch
Tubarão
Os critérios técnicos e científicos usados nas nove pesquisas eleitorais divulgadas pelo Notisul este ano – cinco em Tubarão, duas em Braço do Norte e duas em Laguna – mostraram nas urnas que é possível, sim, confiar em levantamentos deste tipo. Desde que envolvam empresas sérias e imparciais.
Desde 2004, o Notisul já contratou cerca de 25 pesquisas ao Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), com sede em Criciúma. E os resultados sempre comprovaram esta seriedade.
Mais de 60 cidades de quase todas as regiões do estado e também no Paraná foram acompanhadas pelo instituto este ano e, com base nas entrevistas feitas na última semana antes do pleito, em 90% dos casos os números 'bateram'. "E nos 10% restantes ficaram dentro da margem de erro", revela o diretor do IPC, professor Renato Rampinelli.
As pesquisas são feitas em forma de amostragem, a partir do retrato eleitoral de cada cidade. Em Tubarão, por exemplo, são mais de 70 mil eleitores e foram realizadas 625 entrevistas. "É como um copo cheio de café. Para provar se está forte, azedo ou doce, não precisa tomar o copo todo, basta um pouquinho. A amostra funciona da mesma forma", explica Renato.
O fato de trabalhar com todos os partidos políticos é mais um ponto destacado pelo diretor do IPC como credenciador de um trabalho isento. "Que as pessoas reflitam que existem empresas e institutos sérios que trabalham sem bandeira", acrescenta.