Karen Novochadlo
Tubarão
Passar por baixo de escada, gato preto, espelho quebrado são símbolos de má sorte. E tudo ganha dimensão em uma sexta-feira 13, também conhecida como dia mundial de azar. Mesmo com o avanço da tecnologia, sempre há um espaço para uma superstiçãozinha. Principalmente num dia como hoje.
A vendedora Elisandra Pereira, 37 anos, acredita que é uma data como outra qualquer. Mas, mesmo assim, evita passar por baixo de escadas. "É a única coisa que tenho de superstição. É mais por uma questão de segurança", brinca.
Algumas pessoas procuram sempre levantar com o pé direito para dar sorte num dia especial, como de jogo de futebol. O motoboy Larry Carvalho, 28 anos, faz um esquema diferente. "Quando o meu time está perdendo, fecho a minha mão com bastante força", revela. Ele garante que a figa dá certo e ajuda a virar um placar. Fora isso, não acredita na sexta-feira. "Não tenho medo de passar embaixo de escada ou de gato preto", garante.
O comerciante Oscar Balbinot, 64 anos, garante não ter superstições. "Não acredito em nada disso. Coisa ruim é besteira", afirma. Se é bobagem ou não, nada melhor do que se garantir e jogar um pouco de sal atrás do ombro para afastar o mal-olhado e a má sorte.
Como se originou a sexta-feira 13
Existem várias histórias para explicar a origem da sexta-feira 13. Uma delas remete à crucificação de Jesus Cristo. Dois dias antes, o filho de Deus participou de uma ceia em uma sexta-feira com 13 discípulos. Outra foi quando o monarca da França ordenou a perseguição à ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307.
Quando os povos bárbaros converteram-se ao cristianismo, passaram a amaldiçoar a antiga deusa Friga. Eles diziam que ela reunia-se toda sexta-feira com 11 feiticeiras e o demônio para rogar pragas contra a humanidade.
