Jailson Vieira
Tubarão
O ‘sertanejo universitário’ é o tipo de música que nos últimos tempos não pode faltar na maioria dos eventos, como balada, festas de família e amigos ou ainda de empresas. Diferente do que ocorreu com outros ritmos que estouraram na década de 1990 e depois ‘sofreram’ com a falta de renovação, a música sertaneja tem mantido boa frequência e o surgimento de novos artistas.
Se em 2016 foi de Marília Mendonça; Maiara e Maraísa; Naiara Azevedo; Zé Neto e Cristiano, o ano passado trouxe boa leva de cantores ascendentes e, entre eles, o jovem Gustavo Mioto, que também é compositor. Sucesso por onde passa, o artista de Votuporanga, em São Paulo, apresentou-se na casa de shows Hangar Eventos, em Tubarão, nesta segunda-feira (30). Em entrevista exclusiva ao repórter do Notisul Jailson Vieira, ele falou sobre novos trabalhos e a perspectiva para o futuro e sobre o seu maior sucesso: ‘Impressionando os anjos’.
Gustavo destaca que cada canção tem a sua forma, não existe um padrão. “Há canções que sentamos, pensamos e naquele período fizemos. Algumas delas estamos conversando e do nada sai um verso e aos poucos a montamos. Muitas delas surgem quando acordamos, dá aquele ‘estalo’ e isso vai ser ‘massa’. Não há uma regra. Não sentamos nesse ou naquele sofá e a fizemos. Como viajamos muito, às vezes o nosso psicológico fica meio travado e precisamos voltar para casa para compor”, detalha.
Ele conta que não tem intenção de gravar um DVD neste ano, mas um EP, além do lançamento de uma série de singles com clipes. “Será o projeto mais lincado que já fiz. Acredito que será muito ‘massa’. Não posso contar muito porque se não estraga tudo. Um ‘detalhezinho’ que eu contar já acaba com o trabalho. Estamos programando essa novidade para agosto e devemos encerrar em fevereiro”, projeta.
Mioto conta a história da ‘Impressionando os anjos’
Sobre a música de maior sucesso, ‘Impressionando os anjos’, Mioto explica que ela surgiu a partir de um sonho que teve. “Sonhei que estava cuidando de duas crianças, como se fossem meus filhos e quando acordei fiquei muito preocupado, sou cuidadoso com isso. Tenho 21 anos, na flor da idade aproveitando a vida por aí. Passou um tempo e dias depois assisti a uma reportagem, onde o marido perdia a esposa, e ele ficou cuidando dos dois filhos do casal. Fiquei com aquilo na cabeça. Pode ser que não seja coincidência, mas para mim, aquilo bateu. Conversei com o compositor Théo Andrade, ele falou que queria fazer uma música como se fosse oração e contou da matéria que assistiu, por sinal, a mesma que a minha. Na hora disse a ele que Deus estava falando conosco e em 40 minutos surgiu a Impressionando”, finaliza.
