Antônio Bento
Radialista – Tubarão
A história de um país que tinha todas as características para dar certo, mas virou a pior epidemia do planeta. Especialmente no politicamente incorreto. Nos mais de cinco séculos de existência, desde a independência de Portugal, o Brasil não há muito que comemorar. A desilusão dos brasileiros é tão grande que muitos pensam que o melhor seria devolver para os nativos, os índios, que são, na verdade, os verdadeiros donos desta explorada e judiada terra. Os estragos praticados ao longo dos 517 anos são devastadores e incalculáveis. A terra, a água e o ar estão visivelmente contaminados, sem a preocupação que é devida do espaço de ocupação e convivência de todos nós.
Na comparação com os demais países do mundo, afirmam os cientistas, o Brasil é o melhor lugar para se viver. Não tem nenhum tipo de grande catástrofe, vulcão, tsunami, terremoto. O clima é temperado, com as estações favoráveis que dão característica consagrada do país tropical. De nada disso adianta se não tiver o mais importante, um povo com a cumplicidade do trabalho, da responsabilidade e idoneidade no trato da coisa publica. Isto o Brasil é campensíssimo no déficit. Faz muito tempo que estamos no terrível leito da UTI. Sim, é uma doença genética e degenerativa, uma enfermidade destruidora transmitida de um para o outro. Pasmem, hoje nem mesmo a fosfoetanolamina curaria o câncer cranioencefálico de nossa triste geração.
Mas a pergunta que não quer calar: tem como mudar este quadro angustiante dos mais de 200 milhões de brasileiros? Com certeza. Não sou cientista político, economista, tampouco nenhum tolo para não entender que não há outra solução, a não ser a presença urgente de um braço de ferro. As Forças Armadas, neste momento devastador que se encontra o país, seriam o ponto de equilíbrio para a Reorganização e a Ordem. Os militares no comando do Brasil fariam o processo de transição. Neste período haveria preparação de mudanças múltiplas, em todos os níveis, para então, convocação de eleições gerais de presidente a prefeitos.
Recolocar o Brasil nos trilhos é preciso. O tempo urge.