
Zahyra Mattar
Laguna
Assim que as obras de duplicação da BR-101 sul terminarem, será necessário fazer o projeto de quadruplicação da rodovia. As filas registradas nos últimos dias, inclusive no trecho norte, onde já existem duas pistas há mais de uma década, são prova disso.
A questão é quando termina a duplicação. Se considerado o que há licitado até o momento, é possível arriscar: de dezembro deste ano a meados do próximo.
Ah, mas há os tais gargalos. É, tem! Neste caso, é bom acrescentar – e já sendo otimista – mais uns quatro a cinco anos. Aí fica tudo pronto entre fim de 2018, começo de 2019.
O problema é que “os tais gargalos” estão longe, bem longe de sair do papel. A licitação do túnel do Morro do Formigão, em Tubarão, faz aniversário de fracasso no primeiro semestre deste ano e sabe-se lá quando será relançada.
O túnel duplo do Morro dos Cavalos, em Palhoça, nem tem projeto. Já a ponte em Cabeçuda… a ponte tem projeto, a licitação do lote 2 (da travessia propriamente dita) está concluída e sacramentada. A do lote 1 (pistas complementares) deve ter um desfecho em breve.
Por que não começa? O Tribunal de Contas da União (TCU) o edital de licitação e apontou um sobrepreço de R$ 53.033.185,86 nos dois lotes.
O TCU libera o edital se o dim-dim considerado a mais for suprimido. Mas o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe, já mandou o recado: é bem possível que um novo projeto seja feito. O atual é caro.
A definição disso – que já poderia ter ocorrido há mais de um ano, quando o edital foi lançado – ficou para o próximo mês. Era para ter sido em novembro do ano passado, depois dezembro. Ainda bem que o Carnaval é em fevereiro este ano. Já pensou esperar até março?