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Denúncia é oficializada por promotor

Alice Goulart Estevão
Laguna

Mais um passo foi dado em relação ao crime de tortura ocorrido no Asilo Santa Isabel, em Laguna. O promotor Anderson Adilson de Souza oficializou ontem a denúncia contra a freira, de 42 anos, pelo crime de tortura contra quatro vítimas. 
Apesar de o delegado Flávio Costa Gorla ter solicitado a prisão preventiva da acusada, o promotor aconselhou uma medida cautelar. Neste caso, ela seria afastada da função de cuidadora enquanto o processo corre na justiça.

Agora, a ação criminal aguarda a decisão do juiz Renato Müller Bratti. Conforme o magistrado, isto deve demorar alguns meses. “O processo não é tão rápido. Se eu receber a denúncia, devo citar a ré para apresentar sua defesa em dez dias. Pelo o que sei, ela não reside mais em Laguna. Depois da defesa, se for feita, uma audiência será agendada para ouvir as testemunhas”, explica. De acordo com Gorla, sete pessoas prestarão depoimento no caso.

O crime veio à tona no dia 25 de fevereiro último, quando a Polícia Civil de Laguna esteve no asilo para atender uma solicitação do Ministério Público. As torturas praticadas, como surra, chineladas e tapas, geralmente ocorriam quando as vítimas não obedeciam a freira. Conforme o delegado, além da religiosa, há uma funcionária que era conivente com a situação. Os maus-tratos ocorreram entre setembro do ano passado e janeiro último. A freira foi transferida para uma instituição em Nova Veneza no mesmo mês que o inquérito policial iniciou. 

Em depoimento à Polícia Civil, ela negou todas as acusações. A instituição existe há mais de 70 anos e este é o primeiro registro policial no lugar. Atualmente, 37 idosos moram na instituição, onde trabalham 24 funcionários.

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