Imbituba
Denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio, o empresário acusado do ato foi preso preventivamente nesta segunda-feira (16).
Segundo o MP, ele matou Isadora Viana Costa em maio deste ano, e descumpriu as medidas cautelares fixadas pela justiça, o que levou a Autoridade Policial a requerer a prisão preventiva do réu. Com manifestação favorável da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Imbituba, o pedido foi deferido pelo Judiciário.
De acordo com o promotor Victor Abras Siqueira, diligências autorizadas judicialmente demonstraram que, apesar de proibido por medida cautelar, o réu continuava fazendo uso de bebidas alcoólicas: no cumprimento de mandado de busca e apreensão no local onde estava alojado, foram encontradas quatro garrafas de vinho vazias, uma pela metade e uma cheia, taças com resquício de vinho e duas garrafas long neck de cerveja, uma vazia e uma cheia.
Além disso, conforme apurou a Autoridade Policial, o empresário estaria proferindo ameaças ao delegado que conduziu o inquérito pela morte de Isadora em grupo de WhatsApp. “A decretação da prisão preventiva do acusado é medida que se impõe, pois a manutenção da sua liberdade põe em risco a ordem pública e o andamento da instrução criminal”, considerou o Juízo da 2ª vara da Comarca de Imbituba ao analisar o pedido.
Na ação penal, o Ministério Público demonstrou que o réu cometeu feminicídio contra a namorada e, ainda, que o crime foi qualificado por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de cometer fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir o perito a erro.
