Cíntia Abreu
Tubarão
O que depende da prefeitura de Tubarão, para a abertura do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps-AD), exclusivo para dependentes de álcool e drogas, não falta nada. A abertura do local estava prevista para este mês, porém, a previsão não se confirmou devido à burocracia exigida. “Enviamos o projeto para o Ministério de Saúde e ainda não obtivemos um retorno de aprovação. Assim que soubermos, comunicaremos a população”, garante o secretário de saúde da prefeitura, Roger Augusto Vieira e Silva.
O Caps-AD contará com médico, psicólogo, enfermeiros, assistente social e outros profissionais especializados em tratamentos para dependentes químicos. “Pacientes de ambos os sexos serão atendidos no local. Então, passarão por uma triagem para sabermos em que grupo serão encaminhados. Só trataremos quem realmente procurou ajuda por livre espontânea vontade”, pontua o responsável técnico do Caps-AD, o psiquiatra Braulio Tercius Escobar.
É impossível prever o impacto que abertura do centro trará para Tubarão, avalia Braulio. “Somente na área de dependência alcoólica, na cidade, cerca de 10% a 15% da população é dependente”, sublinha o médico.
Ele conta ainda que, no Caps-AD, o contato com a família do paciente será priorizado, pois, somente com esta ligação, é possível garantir a recuperação.
Casos deinternação não
serão tratados no Caps-AD
Casos que necessitarem de internação clínica não serão tratados no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps-AD). “Apesar da dificuldade de conseguir vagas nas clínicas da região, tentaremos o possível para viabilizar o tratamento nestes locais”, salienta o responsável técnico do Caps-AD, o psiquiatra Braulio Tercius Escobar.
Braulio afirma que a escolha das clínicas de internação para dependentes químicos e alcoólicos é relevante para a recuperação do paciente. “O índice de recaídas é muito grande pelo fato dos dependentes não serem encaminhados para locais que realmente tratem a doença”, argumenta o psiquiatra.