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Detentos passam por exames de corpo de delito

Mirna Graciela
Laguna

Assim que uma denúncia de suposta tortura na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna chegou à Polícia Civil, um inquérito foi instaurado pelo delegado Flávio Costa Gorla para dar início às investigações. Havia informações de que alguns detentos estariam machucados.

O primeiro procedimento foi uma visita à unidade, ontem, para averiguar os fatos. O delegado acompanhou os trabalhos feitos pelo médico legista Fernando Oliva da Fonseca. Seis detentos passaram por exames de corpo de delito.
Eles fazem parte de um grupo que, na semana passada, tentou escapar da UPA. Um buraco feito pelos detentos em uma cela, que daria acesso direto ao pátio, seria a forma de fuga, que foi evitada pelos agentes prisionais.

Conforme o delegado, eles disseram que ficaram de castigo pela tentativa, mas não foram machucados. Apenas um deles, o ‘cabeça’, não foi examinado pelo médico. Apontado como o mentor em arquitetar o plano, ele foi transferido para Criciúma, como penalidade.

Na denúncia feita ao Ministério Público, o nome dele constava como um dos que teriam sido machucados. “Não detectamos nenhuma lesão corporal. Diante disso, não há razões para prosseguir com o inquérito. Vou encaminhar um ofício ao Ministério Público declarando que não há justa causa para dar andamento às investigações”, declarou o delegado.
O diretor interino da UPA, Márcio Mendonça, contestou a acusação, em matéria veiculada na edição de ontem. Ele garantiu que a denúncia era infundada.

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