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Diploma falso no DMA: Depoimentos serão colhidos em outro Estado e no DF

Novas oitivas deverão ser realizadas no CPPk, localizado no Complexo de Segurança Pública, no centro de Tubarão  -  Foto: Vivian Garcia Selig/Polícia Civil/divulgação/notisul
Novas oitivas deverão ser realizadas no CPPk, localizado no Complexo de Segurança Pública, no centro de Tubarão - Foto: Vivian Garcia Selig/Polícia Civil/divulgação/notisul

Jailson Vieira
Tubarão

Dois mil e dezoito iniciou com um importante inquérito a ser concluído na Central de Plantão Policial (CPP), em Tubarão, pelo delegado titular Thiago Reis. O procedimento tem por objetivo reunir elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal. Neste caso, foi instaurado para averiguar se o Grupo Educacional DMA com sede na Cidade Azul, administrado pelo empresário e vereador Douglas Martins Antunes, cometeu ato ilícito contra os alunos do curso de Educação Física da instituição.

No mês passado, a ex-aluna do DMA, Gisele Arceno, garantiu que a unidade de ensino emitia diplomas falsos de Educação Física. Ela conta que muitos de seus ex-colegas tentaram obter os seus registros profissionais no órgão estadual responsável, mas não obtiveram sucesso.

Conforme o delegado Thiago, a denúncia chegou à CPP há alguns meses e todos os procedimentos necessários têm sido tomados. “Já realizamos algumas oitivas da denunciante e do administrador da unidade”, informe o delegado. O dirigente da instituição afirma que o polo de Tubarão foi enganado.

Thiago diz ser necessário realizar o procedimento de carta precatória para outros Estados, uma vez que os responsáveis por outras instituições envolvidas moram nas sedes delas. Segundo Reis, o inquérito, em sua normalidade, é produzido e concluído em 30 dias, no entanto, deverá levar mais algum tempo por ser preciso o envolvimento de profissionais de polícia de Minas Gerais e do Distrito Federal (DF). Após a conclusão de todo o procedimento, caberá ao Ministério Público (MP) decidir sobre o caso. Há três caminhos que podem ser tomados: a denúncia aos indiciados; mais investigações por parte da Polícia Civil ou arquiva o caso.

Procurado pelo Notisul, Douglas garantiu que não sabia da emissão falsa dos diplomas. Teve conhecimento apenas quando os ex-alunos o informaram da negativa em emitir registros do Conselho Regional de Educação Física (Cref).  Segundo ele, o Grupo Continental Educacional (GCE) e o Instituto Superior de Educação Elvira Dayrel tiveram problemas entre si e isso trouxe consequências para a DMA. “Voltamos ao trabalho nesta segunda-feira (após um período de recesso) e o nosso jurídico está procurando resolver a situação. Aproximadamente 70% dos alunos formados fizeram o termo de adesão para serem transferidos para outra instituição parceira para a emissão dos diplomas. Estamos tentando contatar os outros 30%, mas não obtivemos sucesso”, explica Douglas.

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