As pessoas tendem a se aglomerar em espaços fechados, sem circulação de ar, como ônibus e shoppings, o que favorece a contaminação
Tubarão
Nos últimos dias as trocas de temperaturas foram intensas: chuva rápida na segunda-feira, frio durante quase toda a semana e desde a sexta-feira há um verão no inverno. Com tanta variação, não há como algumas doenças não surgirem.
Mas a incidência de crianças, jovens, adultos e idosos doentes é uma consequência também de descuidos e de comportamentos comuns ao período.
As pessoas nessa época do ano passam mais tempo dentro de casa, com as janelas fechadas, e quando resolvem sair para passear, em vez de irem a um lugar aberto escolhem um fechado. Essa aglomeração em lugares assim facilita a propagação de bactérias e vírus, aumentando o número de infectados.
Conforme a Organização Mundial de Saúde, uma em cada sete pessoas sofre com doenças inflamatórias, alérgicas e respiratórias, que tendem a aumentar nesta época do ano. Mas o que muitos não sabem é que a gripe, rinite e outros problemas comuns – que aumentam com a chegada das baixas temperaturas – não são provocados por andar descalço no chão gelado ou pelo vento fresco, mas principalmente por infecções virais, ocasionadas por ficarmos aglomerados em ambientes fechados, o que ajuda na proliferação dos vírus.
As crianças são as grandes vítimas neste período. Com o sistema respiratório em formação, sem a mesma imunidade que os mais velhos, são alvos fáceis de vírus e bactérias.
A estação mais fria do ano exige cuidado redobrado com a saúde. O ar mais seco facilita o aumento da poluição e a proliferação de vírus, o que contribui para elevar a frequência das infecções das vias respiratórias. As infecções respiratórias são as vilãs dessa estação, e muitos sofrem com as mais comuns, como sinusite, otite, pneumonia, gripe, resfriado, rinite, asma, amigdalite e bronquite.
