
Mirna Graciela
Tubarão
Quatro pacotes com 292 pedras de crack foram encontrados no pátio de uma escola municipal, no Morro do Caeté, no bairro Oficinas, em Tubarão. No total, eram 59 gramas.
Uma denúncia à Central Regional de Emergência (CRE) do 5º Batalhão de Polícia Militar indicava que havia drogas escondidas no estabelecimento. Os policiais foram averiguar a acusação, na manhã de ontem.
Depois de diversas tentativas para encontrar o entorpecente, eles perceberam que a terra da horta de verduras estava mexida. Ao cavarem, encontraram os pacotes.
As pedras foram entregues na Central de Plantão Policial (CPP). A instituição está localizada em uma área de intensa comercialização de drogas de todos os tipos.
A Polícia Militar acredita que seja de um traficante que atua na região e enterrou as pedras na escola para não correr o risco de ser descoberto com o entorpecente. Uma das últimas ações da Polícia Militar no lugar, que resultou em prisões, foi há cerca de duas semanas.
Dois homens, de 19 e 40 anos, foram presos em plena ‘atuação’. Ao verem as viaturas, tentaram fugir, mas os policiais militares do Setor de Inteligência e do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) fizeram um cerco e conseguiram deter os acusados.
O mais velho atendia os usuários e possuía 744 pedras. Uma parte estava escondida embaixo de um tijolo. O outro guardava o dinheiro da venda e tinha a função de ‘olheiro’. Ambos estão no Presídio Regional.
Moradores reclamam do tráfico
Nos últimos anos, muitas reclamações chegaram à redação do Notisul sobre o tráfico de drogas existente no Morro do Caeté, no bairro Oficinas, em Tubarão. A localidade é conhecida pelo grande movimento de usuários de crack.
Um leitor questionou ontem, por email, a atuação da Polícia Militar para coibir a criminalidade. Segundo ele, a venda ocorre durante o dia e à noite, sem qualquer medo. Muitos moradores não aprovam a ação dos traficantes e são intimidados com palavrões.
“Este é um dos lugares em que apreendemos drogas com frequência. Algo que nos deixa em desvantagem é a utilização de adolescentes como olheiros e, para fazer a entrega, pois apreendemos estes menores e eles não ficam detidos”, explica o sub-comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Giovani Silveira do Livramento.
O morador também cobra a permanência de uma viatura na entrada do morro. Conforme Livramento, isto é inviável porque existem diversos pontos de tráfico na cidade que precisam da presença da polícia.
“Incursões são feitas quase que diariamente no local, a exemplo de outros bairros. E quando há alguém em atitude suspeita é feita a abordagem, tanto é que apreendemos drogas praticamente todas as semanas neste lugar. Ações são desenvolvidas pelo nosso Setor de Inteligência para chegar às pessoas que distribuem o entorpecente para ser vendido”, justifica o tenente-coronel.