Silvana Lucas
Imbituba
Nada justifica a morte violenta de um ser humano, ainda mais quando se trata de uma criança de 2 anos. Mesmo com a prisão do principal suspeito de matar o menino Vitor Pinto na última quarta-feira, em Imbituba, os motivos que levaram o rapaz de 23 anos a cometer o crime ainda são desconhecidos.
“Como ele negou a autoria quando foi detido, trabalhamos com duas linhas. Uma por motivação fútil, alguém que apresenta desequilíbrio mental, transtornos psicológicos ou surtos. Outra seria discriminação racial. Não descartamos nenhuma das duas”, declara o delegado responsável pelo caso, Rogério Taques.
Ele ainda revela que deverá ouvir novamente o suspeito, porém a data ainda não está marcada. O rapaz está na Unidade Prisional Avançada (UPA) desde a última quinta-feira, quando foi preso temporariamente por 30 dias.
“As investigações para esclarecer este homicídio transcorreram normalmente. Temos um mês para fecharmos este inquérito. Neste prazo continuaremos as diligências para juntarmos todas as provas. Quanto ao suspeito, todos os indícios o apontam como autor do crime”, afirma Rogério.
O acusado
Conforme a Polícia Militar, o acusado mora no município. Ele também foi reconhecido pelos seus familiares por meio das imagens no dia do crime e apontado por ter distúrbios mentais, com histórico de atos violentos e agressões.
A morte do menino
Vitor Pinto, de 2 anos, foi assassinado por volta das 12 horas da última quarta-feira quando se alimentava no colo da mãe. Os dois estavam à sombra de uma árvore, próxima à rodoviária. O suspeito – que passou a noite como eles na estação -, aproximou-se e cortou o pescoço do menino, que morreu na hora. O garoto era de uma família de índios kaingangues e vivia na aldeia Condá de Chapecó. Ele acompanhava os pais, que durante o verão, assim como muitos indígenas, deslocam-se para o litoral para vender artesanato.
