Início Especial É hora de arrumar a “bagunça”

É hora de arrumar a “bagunça”

Operários da Coenco iniciaram ontem o cumprimento da ordem de embargo, expedida pela prefeitura. A autorização visa que a empresa refaça o que ficou destruído após o desmoronamento.
Operários da Coenco iniciaram ontem o cumprimento da ordem de embargo, expedida pela prefeitura. A autorização visa que a empresa refaça o que ficou destruído após o desmoronamento.

Angelica Brunatto
Tubarão

Alguns operários da empresa Coenco, de Gravatal, voltaram a atuar, ontem, nas obras de macrodrenagem para a contenção de cheias, realizadas margem esquerda do Rio Tubarão. A prefeitura de Tubarão interditou o local na tarde da última sexta-feira, após um desmoronamento de terra.

O auto de embargo, também emitido pelo executivo, exigia o conserto do que ficou destruído. Uma retroescavadeira fazia a retirada da terra do buraco de mais de sete metros de profundidade, no cruzamento da avenida José Acácio Moreira (beira-rio – em frente da secretaria de desenvolvimento regional) com a rua Luiz Pedro de Oliveira.

O local, contudo, continuará interditado. A empresa atuará no próximos dias, mas apenas para cumprir as exigências do embargo. A prefeitura também já havia emitido diversas notificações quanto ao andamento lento dos trabalhos.
O projeto começou a ser executado em abril deste ano e conta hoje com menos de 10% do serviços realizados. Isto equivale a apenas 25 metros de tubulação instalada. Se o cronograma estivesse em dia, a obra deveria estar 37% pronta, o correspondente a 187 metros de galerias feitas.

A intenção da prefeitura é romper o contrato com a Coenco. Contudo, isto ainda depende da análise de toda a documentação, o que há é feito pela procuradoria geral do município. O Notisul tentou contato com a Coenco, mas ninguém foi localizado ou retornou as ligações.

Projeto e investimentos

• As obras de macrodrenagem são realizadas na avenida Acácio Moreira (beira rio do margem esquerda) e no cruzamento com a rua Luiz Pedro de Oliveira.

• O investimento é de R$ 3.933.318,69, a maior parte do governo federal.

• A prefeitura também participa financeiramente, com pouco mais de R$ 1 milhão.

• A macrodrenagem tem o intuito de prevenir enchentes e grandes alagamentos em toda a região dos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes, e Centro. Cerca de 28 mil pessoas serão beneficiadas.

• A execução do projeto é aguardada desde 2009, e envolve a construção de galerias e a implantação de caixas de ligação e passagem d’água. Ainda serão construídas três estações elevatórias.

• Duas na avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária) – uma na esquina com a avenida Getúlio Vargas (beira rio, cabeceira da ponte Nereu Ramos) e outra no fim da Padre Geraldo Spettmann, próximo à BR-101; a terceira fica na comunidade do Pantanal.

• O investimento deverá ser de quase R$ 500 mil, cuja origem também é um convênio entre a prefeitura e o governo federal.
 

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