Cobro, desde 1994, da tribuna da Câmara de Vereadores, e posteriormente, por meio de artigos, que o setor competente da prefeitura organize os desfiles carnavalescos em Tubarão.
A ideia é fazer o que outras cidades fazem com sucesso: tão logo se proclamem os vencedores de um ano, iniciam-se os preparativos para o ano seguinte.
Mas, infelizmente, permanece a prática de se falar, mais firmemente, sobre carnaval, só depois do Natal, restando, quase sempre, como fonte financiadora, os combalidos cofres públicos, que há muito tempo, não cumprem os compromissos constitucionais com os concidadãos, principalmente, com relação à saúde, educação, segurança, etc. Isso quando não se oferece espetáculo deprimente, como o bate-boca radiofônico sobre a prestação de contas do carnaval 2012. Ou, nada se realiza com nas edições 2013 e 2014.
O poder público poderia participar, motivando, organizando e cedendo espaços para que as Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos realizem promoções durante o ano e busquem recursos e patrocínios. Tubarão tem, desde 1999, além de outras fontes, a lei municipal que “cria incentivos fiscais destinados a financiar projetos culturais”.
Os desfiles carnavalescos, sempre muito prestigiados pelos tubaronenses, não se resumem à beleza plástica da ginga dos corpos, do ritmo dançante das baterias, das fantasias e alegorias. Resgatam e contam na avenida, de forma interdisciplinar, os mais diversos temas, histórias e culturas.
Também aquecem o comércio local, tantos são os apetrechos para colocar uma Escola ou Bloco na rua e, se funcionarem o ano todo, como se propõe, geram emprego, renda e estimulam a vida comunitária, a disciplina e a solidariedade.
As escolas de samba do Rio de Janeiro, que fazem o maior espetáculo da Terra, contarão, no Sambódromo, em 2014, “Retratos de um país plural”, “Batuk”, “Favela”, “A festança brasileira cai no samba da Mangueira”, “Arthur X – O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz”, “Verdes olhos sobre o mar”, “Gaia – a vida em nossas mãos”, “Um Rio de mar a mar”, “A glória de São Sebastião”, “Acelera, Tijuca!”, “O astro iluminado da comunicação brasileira”, “Pernambucópolis, “É brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira”. Quantas homenagens, quanto de cultura, de história, de entretenimento, de organização comunitária e de oportunidades de negócios, também o carnaval de Tubarão poderia continuar proporcionando por meio dos desfiles das escolas e blocos carnavalescos? Espera-se que a recente história dos desfiles carnavalescos de nossa cidade possa ser reescrita, no melhor estilo, evidentemente. Todos ganharão. Basta decidir, organizar, e fazer.