
Zahyra Mattar
Tubarão
O projeto de retirada do muro de pedras da avenida Marcolino Martins Cabral, o famoso ‘paredão dos Correios’, no centro de Tubarão, levará mais tempo do que o inicialmente planejado para ser removido. A informação é confirmada pela assessoria catarinense da empresa.
Em 30 de outubro do ano passado, houve o anúncio de que as obras iniciariam neste mês. Março termina hoje e as pedras continuam lá. O edital de licitação ainda é elaborado. A previsão é de lançar a concorrência nas próximas semanas.
Com isso, é provável que as obras ocorram somente em maio. Parte desta alteração de prazo deve-se às modificações feitos no projeto de recuo do paredão.
O trabalho não é tão simples como se imagina, até porque envolverá alterações no acesso à agência – implantação de um elevador e uma escada -, e toda a parte de drenagem, hidráulica e sanitária do trecho.
A calçada, hoje bastante limitada, será refeita e mudará o visual da avenida Marcolino, além de privilegiar o próprio prédio da empresa, cujo acesso, atualmente, é feito exclusivamente pela rua Coronel Cabral.
Hoje, o recuo da calçada é de 1,20 metro. Com a obra, será de 2,50 metros. Pelo projeto, será feita uma escada de acesso pela avenida. A obra também teve o orçamento aumentado por conta da modificação do projeto: antes, era avaliada em R$ 400 mil. Agora, serão empregados pelo menos R$ 500 mil.
Remoção é aguardada há dez anos
Desde 2001 a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão pleiteia uma solução para a remoção do paredão de pedras. Após uma série de reuniões, o desfecho positivo veio em 2009, na gestão do ex-presidente Walmor Jung Júnior. Agora, o assunto é levado adiante pela atual gestora da CDL, Eliane Fernandes, e por representantes da Associação Empresarial (Acit), Sindilojas, prefeitura e Associação das Donas de Casa e Consumidores (Adocon) de Tubarão.