Maycon Vianna
Tubarão
Cinco empresas apresentaram, nesta sexta-feira, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) no estado, em Florianópolis, propostas técnicas e de preços para elaboração dos projetos básico e executivo para as obras de construção da nova Ponte Ferraz-Cavalcanti, no bairro Fábio Silva, sobre o Rio Tubarão. Após a abertura dos envelopes, o edital de licitação foi suspenso temporariamente. Os representantes do Consórcio Granville-Tramo apresentaram um valor menor, que visa a restauração da ponte já existente, sem demolição e sem a construção de uma nova.
Após análise dos gestores do Dnit no estado, sem prazo prévio para tal determinação, se for reconsiderado, o edital de licitação é anulado. No entanto, caso realmente seja excluído da concorrência, os responsáveis pelo consórcio podem entrar com um recurso.
Pela ordem cronológica, a primeira etapa da entrega dos documentos e a segunda – que é a abertura dos envelopes – já foram concluídas. Agora, falta definir a homologação da empresa que efetuará as obras da nova Ponte Ferraz-Cavalcanti.
Em recente visita ao local, os técnicos decidiram que seria melhor a demolição da ponte, pois o valor de uma nova obra e a revitalização da antiga estrutura é o mesmo. A diferença entre elas é o valor da demolição, orçada em R$ 6 milhões. No Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), todos os trâmites burocráticos são agilizados. Os engenheiros do Dnit devem observar a habilitação da empresa que apresenta a melhor proposta e depois homologa. Em média, são 60 dias para colocar em prática os projetos.
Nova estrutura junto ao Morro do Formigão
A nova estrutura, que passa pelo Rio Tubarão na BR-101, funcionará de forma conjunta com o túnel do Morro do Formigão. A estimativa é que as obras sejam concluídas em dezembro do próximo ano. Prazo recorde no estado se for cumprido.
Em um primeiro momento, os técnicos pensaram na possibilidade de restaurá-la, mas estudos apontaram que o mais apropriado é demolir a estrutura e construir uma nova. “Ainda não está definido alguns pontos relacionados à implosão da ponte e o impacto que isso pode trazer ao meio ambiente, como entulhos caídos nas águas do Rio Tubarão, por exemplo. Isso requer uma análise técnica criteriosa”, informa o superintendente regional do Dnit, Avani Aguiar de Sá.
A previsão é que a obra inicie em fevereiro, se a definição da empresa executora não atrase devido à suspensão do edital de licitação para a obra. O valor estimado é de R$ 22 milhões (uma nova ponte está avaliada em R$ 16 milhões e a demolição em R$ 6 milhões), no entanto, esta cifra pode sofrer diferença após conhecer o consórcio que conduzirá a obra.
