Início Geral Em greve, professores da rede municipal ganham abaixo do piso nacional

Em greve, professores da rede municipal ganham abaixo do piso nacional

Sangão

Os professores da rede municipal de ensino de Sangão entraram em greve nesta quinta-feira. A paralisação foi decidida em assembleia dos profissionais. Uma das pautas é o reajuste do piso salarial, uma batalha que a categoria trava contra o governo há alguns anos.

A rede municipal é composta por mais de 83 docentes efetivos e a paralisação deve afetar mais de 800 mil alunos do ensino fundamental das cinco unidades de ensino. Dos profissionais concursados 57 aderiram o movimento. Com isso, a maioria das escolas já estão com as aulas suspensas. A categoria é contra a normativa aprovada pela Câmara de Vereadores.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Aline Vieira,  não cumpria a lei federal de pagar o vencimento básico nacional. Antes, a  estratégia era de pagar um abono. “Na segunda-feira, foi aprovado na Câmara de Vereadores um Projeto de Lei para o pagamento do piso nacional. Para os meses de junho e julho um acréscimo de R$300 A 600 será pago para os profissionais com 20 e 40h, respectivamente.  Com a nova normativa, os professores terão uma redução de gratificação em um caso de  25% para 5% e na regência esse número cai de 25% para 10%”, explica Aline.

Conforme a presidente do sindicato dos professores, Zaine Alves, o piso nacional foi uma camuflagem aos servidores. “A graduação foi reduzida de 25 para 5%, a pós-graduação de 20 para 10%, então, na verdade, quem está pagando o piso nacional são os próprios professores”, assegura a sindicalista.

Neste ano, o  Ministério da Educação (MEC) anunciou em janeiro que o piso salarial do magistério foi reajustado para R$ 2.557,74. O aumento de 4,17% ficou acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no período, que fechou em 3,56% nos 12 meses, que antecederam o reajuste. O valor corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da Educação Básica, com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais.

O piso é reajustado anualmente a partir do mês de janeiro e segue as regras da Lei do Piso, de 2008, que define o mínimo a ser pago aos professores da rede pública em início de carreira. O aumento é definido de acordo com o valor anual mínimo por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Além de Sangão, os servidores públicos da área de educação da prefeitura de Imaruí, seguem com a  paralisação iniciada no dia 9 do mês passado. Os trabalhadores cobram do prefeito Rui José Candemil Jr. (PSD) reajustes salariais acumulados e a implementação do Piso Nacional do Magistério aos docentes, promessa de campanha do gestor que já comanda o município há dois anos e meio.

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