Início Especial Empresários permanecem detidos

Empresários permanecem detidos

 Os promotores de justiça dão continuidade às investigações
Os promotores de justiça dão continuidade às investigações

Criciúma

Um dia após o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma ter realizado uma operação para apurar práticas criminosas na administração da Criciúma Construções, os promotores de justiça dão continuidade às investigações. As três pessoas detidas foram ouvidas, mas utilizaram o direito de ficar em silêncio.

Estão reclusos no Presídio Santa Augusta o sócio-proprietário da Criciúma Construções, Rogério Cizeski, o diretor-financeiro da empresa, Ramon Geremias, e um dos proprietários do Martins Supermercados, Amilton Martins. A prisão preventiva tem o objetivo de impedir a continuidade dos delitos e a eventual fuga dos envolvidos.

De acordo com o promotor de justiça Marcus Vinícius Ribeiro de Camillo, cinco promotores trabalham nas investigações, que ocorrem nas esferas civil e criminal. Ainda assim, há muito trabalho pela frente. Conforme o promotor Cleber Lodetti de Oliveira, ao longo das próximas semanas serão iniciadas novas ações penais e analisados todos os documentos e objetos apreendidos. “É importante ressaltar que o Grupo Econômico Criciúma Construções é constituído de 72 pessoas jurídicas, quatro empresas mães e várias sociedades. No total, são 92 empreendimentos inacabados”, ressalta.  

Nesta segunda-feira, ocorrerá a oitiva de duas pessoas, além das dez que já foram ouvidas. Na operação foram apreendidos, além de documentos e computadores, uma arma sem registro. Os documentos são analisados pelo

Gaeco e os computadores foram enviados para a perícia técnica no Instituto Geral de Perícias (IGP). No caso dos computadores é feito o “espelhamento”, que é a cópia do conteúdo do computador e a devolução aos proprietários.

As apurações indicam a prática de várias infrações penais, como a venda de apartamentos sem a prévia incorporação imobiliária, estelionato, parcelamento irregular do solo urbano, falsidade ideológica, fraude processual, ocultação de bens provenientes de infração penal e crimes falimentares.

Linha do tempo
Desde maio do ano passado, o Ministério Público do estado já ajuizou 28 ações civis públicas que visam proteger os direitos dos milhares de consumidores lesados pela Criciúma Construções. Dessas ações, 17 foram ajuizadas na comarca de Criciúma, uma em Forquilhinha, duas em Chapecó, sete em Jaraguá do Sul e uma em Joinville.

• Em maio de 2014, o Ministério Público instaurou inquérito civil e procedimento investigatório criminal para apurar atos em tese ilícitos, praticados na administração de grande empresa de construção civil que, na época, estava inadimplente com 8,8 mil consumidores.

• Em 22 de agosto de 2014, o MPSC ingressou por meio de Ação Civil Pública contra a empresa Criciúma Construções e os seus proprietários.

• Em 22 de setembro de 2014, quatro empreendimentos da Criciúma Construções Ltda sofrem intervenção judicial em Criciúma. No dia 29, o MPSC ingressou com nova ação contra a empresa.

• Em 15 de dezembro de 2014, o Gaeco realizou busca e apreensão em Criciúma.

• No último dia 27 de fevereiro, os consumidores de Chapecó também são reconhecidos como vítimas da Criciúma Construções.

• Nesta quinta-feira, o Gaeco realizou a operação no caso da Criciúma Construções.

 

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