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Empresários querem a suspensão do projeto

Lideranças discutiram ações para suspender o projeto que põe fim ao estacionamento em parte da avenida
Lideranças discutiram ações para suspender o projeto que põe fim ao estacionamento em parte da avenida
Maria Julia Goulart
Tubarão
 
Empresários e vereadores estiveram reunidos ontem no auditório da CDL, para discutir um estudo da prefeitura que pretende retirar as parte das vagas do estacionamento na avenida Marcolino Martins Cabral, no centro de Tubarão. 
 
Os lojistas acreditam que a medida irá enfraquecer o comércio na região, que hoje representa 33% da arrecadação do município. Segundo o gerente de uma loja de calçados, Marcelo Ferreira, a ação irá diminuir as vendas. “Já não existem vagas de estacionamento suficientes na cidade, se ainda forem retirar as que temos, vai ficar difícil para a população vir às lojas. Sem dúvidas a medida vai enfraquecer o comércio”, afirma Marcelo.
 
O projeto da prefeitura de Tubarão prevê a proibição do estacionamento entre o trecho do banco Bradesco (esquina com a rua Esteves Júnior) até a antiga rodoviária. De acordo com o secretário de segurança e patrimônio do município, Claudemir da Rosa, a ação foi discutida nas reuniões do conselho municipal de trânsito. A medida irá dar melhor fluxo ao tráfego. 
 
“O projeto ainda é estudado. O objetivo é melhorar o fluxo de veículos no centro da cidade e evitar os engarrafamentos frequentes. Além disso, é uma forma de incentivar a população a utilizar o transporte público”, observa.
 
Os empresários decidiram encaminhar um ofício à prefeitura para pedir a suspensão da ideia. “Vamos encaminhar o documento com argumentos para que a medida não seja posta em prática. O objetivo é rediscutir o projeto junto ao órgão competente”, ressalta o presidente da CDL de Tubarão, Felipe Nascimento.
 
Estacionamento rotativo é rediscutido em Tubarão
Com o estudo da prefeitura de retirar vagas de estacionamento na avenida Marcolino Martins Cabral, o estacionamento rotativo, mais uma vez, foi alvo de cobranças por meio do poder legislativo e de empresários.
A empresa Extran, responsável pelo estacionamento, traz problemas desde o início da concessão do serviço na cidade, há mais de um ano e meio. Recentemente, os gestores da companhia pediram um prazo de sete meses para que possam mudar a tecnologia atualmente empregada nas ruas centrais. 
A pretensão é não utilizar mais parquímetros e sim tachões das vagas e o sistema de antena. Assim que o motorista estacionar o veículo será feita a leitura da TAG, uma espécie de chip que será colocado no vidro do automóvel. Desta forma os créditos serão descontados. 
Segundo o secretário de Segurança e Patrimônio, Claudemir da Rosa, a empresa aceitou a proposta da prefeitura de reduzir o prazo para fazer a alteração da tecnologia. A previsão é que em cinco meses as mudanças sejam feitas. O tempo determinado começará a contar a partir da assinatura do acordo, que ainda não ocorreu. Se após este prazo, o sistema não estiver em funcionamento, a empresa poderá ser multada.
Mudanças podem entrar em vigor ainda neste mês
 
Fim do estacionamento será discutido na câmara de vereadores
O projeto da extinção de parte das vagas de estacionamento da avenida Marcolino Martins Cabral será pauta da sessão da câmara de vereadores. O poder legislativo acredita que a medida irá prejudicar os comerciantes da via e também as pessoas que necessitam destas vagas.
Os vereadores estiveram reunidos com os representantes das entidades empresariais ontem e demonstraram apoio à causa. Conforme o vereador Felipe Felisbino (PSDB), uma comissão deve ser criada.
“A proposta é que seja criada uma comissão mista entre vereadores e representantes das entidades, para que eles possam discutir a questão com o poder público. Assim, as decisões são tomadas de forma mais contundente”, prevê Felipe.
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