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Energia elétrica: Capacidade máxima

Zahyra Mattar
Tubarão

Esta semana, a gerência regional da Celesc em Tubarão registrou recorde de consumo na cidade. A média de uso da energia elétrica gira em torno de 44 megawats. Mas, com o calorão insuportável dos últimos dias, a média chegou a 54 megawats. Um aumento de 20%. A subestação da Celesc trabalha com carga no limite: oscila entre 90% e 95%.

Com o calor, os cabos de transmissão arrebentam e tornou-se comum um bairro ou parte da cidade ficar sem energia por até uma hora. “Felizmente, são problema isolados. Ainda que o sistema atue em capacidade máxima, não há risco de apagão, como ocorreu em anos anteriores”, tranquiliza o gerente regional da Celesc, Gerson Bittencourt.

O máximo que pode ocorrer é o observado quarta-feira, quando toda a margem esquerda ficou no escuro por 15 minutos. Um transformador na subestação desligou. “Isto ocorre porque está muito quente. Mas são casos isolados. No geral, a situação está controlada e não há nada que indique blecautes, pelo menos por enquanto”, pontua Gerson.

Além do calor, a preocupação da equipe da Celesc agora é com os riscos de temporais. Quando estes fenômenos ocorrem nesta época de temperaturas elevadas, são muito mais violentos e geralmente acompanhados de ventos fortes.

A salvação é a nova linha de transmissão no Vale

Wagner da Silva
São Ludgero

No fim do ano passado, a gerência regional da Celesc em Tubarão precisou adotar um sistema nada convencional para garantir o abastecimento de energia elétrica no Vale do Braço do Norte. Cada dia, era feito um “sorteio” a fim de escolher qual cidade ficaria no escuro por alguns minutos.

Desde o dia 15 de dezembro, quando a nova linha de transmissão da Celesc, entre Braço do Norte e Orleans, e a subestação da Cegero, em São Ludgero, começaram a funcionar, a situação voltou a ficar estável, inclusive com sobra de energia.
“Se esta linha não tivesse ligada, teríamos que começar a sortear a cidade que ficaria no escuro e no calor por alguns minutos. O sistema do Vale do Braço do Norte estava literalmente por um fio”, considera o gerente regional da Celesc em Tubarão, Gerson Bittencourt.

A inauguração oficial da subestação e da linha de transmissão ocorreu nesta sexta-feira. O investimento total foi de R$ 17 milhões.

Pico de consumo ocorre à tarde

O calor excessivo, especialmente do fim da manhã até o meio da tarde, fez com que o pico de consumo de energia elétrica mudasse em Tubarão. Geralmente, a demanda é maior após as 18 horas. Com os termômetros na casa dos 39° C durante quase todo dia, a demanda cresceu entre 10h30min e 11h30min e das 14h30min às 16h30min.

“Nestes dois períodos, realmente é muito quente. Então, acredito que todos os ar-condicionados e ventiladores da cidade estão ligados neste momento. Por conta disso, claro que a demanda cresce, assim como risco de ocorrer problema no abastecimento”, explica o gerente regional da Celesc, Gerson Bittencourt.

Após as 16h30min, o sistema normaliza-se e a demanda volta a aumentar aproximadamente às 20 horas. “Esta imagino que seja a horinha do banho, porque voltamos a ter um pico de consumo muito alto na cidade. Parece contraditório, mas o sistema só não ficou comprometido porque os horários de crescimento da demanda ficaram diluídos ao longo do dia e não apenas em um período”, esclarece o gerente regional.

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