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Ensino obrigatório fica no papel

Alunos da escola Dom Anselmo Pietrulla, em Capivari de Baixo, estudam canto coral no período oposto ao das aulas. Foto: Prefeitura de Capivari de Baixo/Divulgação/Notisul
Alunos da escola Dom Anselmo Pietrulla, em Capivari de Baixo, estudam canto coral no período oposto ao das aulas. Foto: Prefeitura de Capivari de Baixo/Divulgação/Notisul

Lily Farias
Capivari de Baixo

Este ano, as instituições públicas e privadas de educação de todo o país já deveriam ter incluso o ensino da música no currículo escolar. Um regra que ficou no papel, já que na maioria a disciplina não é lecionada. A lei, sancionada em 18 de agosto de 2008, fixou prazo de três anos para a readequação do currículo e contratação de profissionais.

Contudo, especialmente na rede pública, são poucas as cidades que conseguiram a fazer este investimento. Em Capivari de Baixo, por exemplo, a secretária de educação e cultura da prefeitura, Maria Conceição Oliveira de Souza, lamenta não ter condições de implementar o projeto em todas as escolas.

“É um assunto que requer dedicação total dos profissionais da educação. A começar pela dificuldade de encontrar professores capacitados, motivo que gera muita discussão entre a categoria”, pontua a secretária. Por enquanto, somente a escola municipal Dom Anselmo Pietrulla possui uma disciplina volta para a música.

A instituição integra o programa ‘Mais Educação’, criado pelo município com o intuito de fomentar atividades extracurriculares para melhorar o ambiente escolar. Em um dos focos dos trabalhos na escola é a música. A meta da prefeitura é tentar implantar a disciplina nas outras escolas a partir do próximo ano letivo.

A coordenadora do ‘Mais Educação’, Daniela da Silva Nunes, concorda com a secretária em relação ao programa ser um começo para esta alteração curricular. “Nossos alunos têm aulas extracurriculares, mas é diferente de trabalhar o conceito de música ao lado de outras disciplinas”, considera Daniela.

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