Cíntia Abreu
Tubarão
Não depositar lixo em terrenos baldios é uma das atitudes corretas para preservar o meio ambiente. Isto evita a poluição e a proliferação de animais indesejáveis como ratos e baratas. Em Tubarão, porém, existem locais que começam a se transformar em verdadeiros lixões. A falta de educação de poucos, pode ser responsável pela saúde de muitos.
Desta vez o problema ocorre no bairro Revoredo, em um terreno utilizado como depósito de entulhos por uma empresa especializada da cidade. “Fotografei o material despejado lá. O pior é que ainda colocam fogo. Fiz uma denúncia no departamento de meio ambiente da prefeitura e espero providências”, cobra, indignado, o empresário Rodrigo Falchetti
A diretora do departamento, Luciana Nogueira Lavina, confirma saber do caso e assegura uma solução. “Não é tão simples como parece resolver este problema. Especialmente porque temos que provar quem é o autor. Mas vamos conseguir. Contamos com a ajuda da população do bairro. Se a pessoa for flagrada melhor ainda, porque já entregamos a multa na mesma hora”, detalha a diretora Luciana.
A multa, neste caso, é de dez a 20 Unidades Fiscais do Município (UFM), Cada UFM custa R$ 81, 92. Com isso a multa poderá variar de R$ 819,20 a R$ 1.638,40. O analista técnico em gestão ambiental da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) em Tubarão, Rui Bitencourt, considera a possibilidade das pessoas que passam pelos arredores do terreno serem as responsáveis pelo descarte do seu próprio lixo doméstico no local.
“As pessoas acham que o aterro é sinônimo de lixão e depositam qualquer coisa nestes terrenos. Porém, nesses locais, são autorizados, apenas, o depositar restos de materiais de construção”, explica Rui.
• Você pode ajudar:
Denuncie pelo telefone: 3621-9058 ou pelo e-mail: meioambiente@tubarao.sc.gov.br
Terrenos serão catalogados
A diretora do departamento de meio ambiente da prefeitura de Tubarão, Luciana Nogueira Lavina, adianta que o trabalho de fiscalização dos terrenos baldios será intensificado. “Catalogaremos todos os pontos e iremos procurar seus responsáveis. Agora temos um fiscal exclusivamente para fazer isso”, adianta a diretora. A questão da educação ambiental também será tratada. “A população tem que entender que terreno baldio não é lixão”, ressalta Luciana.
