
Rodrigo Speck
Tubarão
Das sete pessoas presas na operação Black Sabbath, quatro são mulheres. Os acusados foram encaminhados aos presídios feminino e masculino, em Tubarão.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos participavam dos rituais de magia negra contra a família de um empresário de Braço do Norte. Entre os envolvidos, estava a ex-esposa do empresário, que foi a mandante dos rituais.
Além da magia negra, o grupo foi contratado por ela para matar o ex-marido, a sua atual companheira, um bebê de cinco meses (filha do casal), o seu irmão e o seu cunhado.
Há 40 dias, diversos atentados foram cometidos pelo grupo criminoso. Além de efetuar disparos contra a casa e o carro da família, os bandidos atearam fogo na porta da residência onde eles moram e em um galpão que fica no mesmo terreno.
Durante a operação, que iniciou há 30 dias, a Polícia Civil investigou o caso e descobriu a localização dos envolvidos. Na última quinta-feira, quatro pessoas foram presas. O restante dos criminosos foi detido neste sábado.
Entre eles, estava um pai de Santo, de Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, e cinco funcionários do responsável pela magia negra. Em entrevista coletiva realizada ontem, o delegado regional em Tubarão, Ulisses Gabriel, informou que as investigações estão próximas de serem concluídas.
“Apenas uma pessoa permanece foragida, mas já estamos à sua procura e, nos próximos dias, nossos policiais deverão prendê-la. Assim, a família poderá viver com tranquilidade novamente”, relatou o delegado.
Casos de magia negra eram frequentes em Braço do Norte
De acordo com a Polícia Civil, há muito tempo os rituais de magia negra ocorriam em cemitérios de Braço do Norte, com o sacrifício de animais. Um dos últimos casos foi registrado no cemitério de Açucena, no mês passado.
Os moradores encontraram diversos itens como uma ovelha sem cabeça, uma taça com sangue, uma boneca de pano, velas e garrafas de bebida. Durante as investigações, os policiais concluíram que a finalidade dos rituais seria de matar um empresário da cidade e sua família.
Em troca das mortes, o grupo contratado receberia R$ 300 mil da ex-esposa do morador. “A frieza com que eram combinadas as mortes chamou a atenção dos investigadores, principalmente por causa do bebê e pelo fato de cogitarem a possibilidade de usar as línguas das vítimas em outros rituais”, destacou o policial civil Alexandre Martimiano. A investigação continuará até que o último envolvido seja preso. Leia mais na matéria abaixo.