Início Saúde Epilepsia: especialista alerta para sinais discretos e orienta como agir em crises

Epilepsia: especialista alerta para sinais discretos e orienta como agir em crises

IMAGEM IA Divulgação Notisul

TEMPO DE LEITURA: 4 minutos

No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março, especialistas reforçam a importância de reconhecer sinais que muitas vezes passam despercebidos. A doença neurológica, uma das mais comuns no mundo, ainda é cercada por desinformação.

Segundo a neurologista Dra. Andreia Bittencourt Rodrigues, do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, as crises epilépticas não se resumem a convulsões, podendo se manifestar de formas variadas e discretas.

“As crises epilépticas acontecem devido a descargas elétricas anormais no cérebro, que interrompem temporariamente a comunicação entre os neurônios”, explica.

Sinais de crise epiléptica que podem passar despercebidos

Nem todas as crises são facilmente identificáveis. De acordo com a especialista, os sintomas variam conforme a área do cérebro afetada.

Confira alguns sinais que merecem atenção:

  • Lapsos de consciência: a pessoa pode ficar alguns segundos sem responder, com olhar fixo, e depois retomar normalmente
  • Confusão mental súbita: episódios de desorientação ou dificuldade de compreensão
  • Movimentos repetitivos: gestos automáticos, como mastigar ou mexer nas mãos sem perceber
  • Alterações sensoriais: sensação de cheiros, gostos ou imagens que não existem
  • Desvio involuntário: olhos ou cabeça podem se mover para um lado sem controle

Reconhecer esses sinais é essencial para buscar avaliação médica adequada.

Causas e frequência da doença

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial terá pelo menos uma crise epiléptica ao longo da vida, mesmo sem diagnóstico da doença.

A epilepsia pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum em crianças e idosos.

Entre as principais causas estão fatores genéticos, traumatismos cranianos, tumores, acidente vascular cerebral (AVC) e infecções do sistema nervoso, como meningite.

O diagnóstico depende de avaliação clínica detalhada e exames complementares.

Como agir durante uma crise

Saber como agir diante de uma crise epiléptica pode evitar complicações e garantir a segurança da pessoa.

A neurologista orienta algumas medidas importantes:

  • Manter a calma e pedir ajuda
  • Deitar a pessoa de lado para evitar aspiração
  • Afastar objetos que possam causar ferimentos
  • Aguardar o término da crise

Por outro lado, algumas atitudes devem ser evitadas:

  • Não colocar objetos ou dedos na boca
  • Não tentar conter os movimentos à força

“É fundamental proteger a pessoa durante o episódio e aguardar o fim da crise com segurança”, reforça a médica.

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