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No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março, especialistas reforçam a importância de reconhecer sinais que muitas vezes passam despercebidos. A doença neurológica, uma das mais comuns no mundo, ainda é cercada por desinformação.
Segundo a neurologista Dra. Andreia Bittencourt Rodrigues, do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, as crises epilépticas não se resumem a convulsões, podendo se manifestar de formas variadas e discretas.
“As crises epilépticas acontecem devido a descargas elétricas anormais no cérebro, que interrompem temporariamente a comunicação entre os neurônios”, explica.
Sinais de crise epiléptica que podem passar despercebidos
Nem todas as crises são facilmente identificáveis. De acordo com a especialista, os sintomas variam conforme a área do cérebro afetada.
Confira alguns sinais que merecem atenção:
- Lapsos de consciência: a pessoa pode ficar alguns segundos sem responder, com olhar fixo, e depois retomar normalmente
- Confusão mental súbita: episódios de desorientação ou dificuldade de compreensão
- Movimentos repetitivos: gestos automáticos, como mastigar ou mexer nas mãos sem perceber
- Alterações sensoriais: sensação de cheiros, gostos ou imagens que não existem
- Desvio involuntário: olhos ou cabeça podem se mover para um lado sem controle
Reconhecer esses sinais é essencial para buscar avaliação médica adequada.
Causas e frequência da doença
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial terá pelo menos uma crise epiléptica ao longo da vida, mesmo sem diagnóstico da doença.
A epilepsia pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum em crianças e idosos.
Entre as principais causas estão fatores genéticos, traumatismos cranianos, tumores, acidente vascular cerebral (AVC) e infecções do sistema nervoso, como meningite.
O diagnóstico depende de avaliação clínica detalhada e exames complementares.
Como agir durante uma crise
Saber como agir diante de uma crise epiléptica pode evitar complicações e garantir a segurança da pessoa.
A neurologista orienta algumas medidas importantes:
- Manter a calma e pedir ajuda
- Deitar a pessoa de lado para evitar aspiração
- Afastar objetos que possam causar ferimentos
- Aguardar o término da crise
Por outro lado, algumas atitudes devem ser evitadas:
- Não colocar objetos ou dedos na boca
- Não tentar conter os movimentos à força
“É fundamental proteger a pessoa durante o episódio e aguardar o fim da crise com segurança”, reforça a médica.
