FOTO CTIIE Divulgação Notisul
Tempo de leitura: 4 minutos
Durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, a equoterapia tem ganhado destaque como uma importante aliada no desenvolvimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Sul de Santa Catarina. A prática terapêutica utiliza cavalos para estimular aspectos físicos, emocionais e sociais dos praticantes.
Na região de Tubarão, projetos voltados à equoterapia têm apresentado resultados positivos, com a participação de mais de 200 pessoas com TEA, de diferentes idades e cidades.
Terapia com cavalos promove avanços no desenvolvimento
A equoterapia é considerada uma intervenção complementar e tem sido utilizada para estimular habilidades motoras, cognitivas e sociais. O contato com o cavalo contribui para o desenvolvimento do equilíbrio, coordenação motora e comunicação, além de favorecer a autoestima e a interação social.
Um dos projetos é desenvolvido pelo Centro de Terapia Integrada e Intensiva Ecosonhos, com sede em Laguna e unidades em Santa Rosa do Sul, Jacinto Machado, Pedras Grandes, Orleans e Lauro Müller.
A pescadora Cintia da Silva Fortunato Domingos relata a evolução do filho Miguel, de 7 anos, após o início das sessões. Diagnosticado com TEA aos 2 anos e 4 meses, ele passou a apresentar mudanças no comportamento.
“Depois que o Miguel começou a ter contato com os cavalos, passou a interagir mais, demonstrar o que sente. Se soltou e fez novos amiguinhos”, afirma.
Benefícios vão além do físico
Além dos ganhos motores, a equoterapia também contribui para aspectos emocionais e sociais. A interação com o animal e o ambiente terapêutico favorecem vínculos afetivos e ajudam na regulação emocional.
O deputado estadual Pepê Collaço, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com TEA, destaca a importância da iniciativa. Segundo ele, já foram destinados mais de R$ 3,5 milhões em emendas para projetos voltados ao autismo, incluindo a equoterapia.
“São muitos os benefícios da equoterapia. Pode melhorar o equilíbrio, a coordenação, a fala. O contato com o cavalo ajuda na interação social e na autoestima, entre muitas outras melhorias”, afirma.
Famílias relatam mudanças no comportamento
Os resultados também são percebidos pelas famílias. A aposentada Ivonete Cardoso Ferreira conta que o neto Benjamin, de 8 anos, apresentou avanços após iniciar a terapia.
“O comportamento na escola melhorou, assim como atitudes do tipo saber esperar e aceitar o não”, relata.
Para especialistas e familiares, a equoterapia tem se consolidado como uma ferramenta importante no cuidado e na inclusão de pessoas com TEA, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
