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Escolas podem ser fechadas

O acordo entre prefeitura e sindicato dos professores municipais ficou para segunda-feira. O Sintermut não aceitou a proposta apresentada
O acordo entre prefeitura e sindicato dos professores municipais ficou para segunda-feira. O Sintermut não aceitou a proposta apresentada

 Karen Novochadlo

Tubarão
 
Não houve acordo entre a prefeitura de Tubarão e os professores municipais. O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) já sinalizou que não poderá pagar a quantia exigida pelos professores. Isto acarretará um custo de R$ 800 mil mensais a mais na folha de pagamento. 
 
Hoje, a prefeitura gasta R$ 1,050 milhão. Com a proposta apresentada nesta sexta-feira, o custo iria para R$ 1,4 milhão. O secretário de educação da prefeitura, Felipe Felisbino, ofereceu um aumento de 6,47% sobre o salário de R$ 1.020,00, cerca de R$ 65,00. Os dias de aula também deverão ser repostos, sem perda de conteúdo para os alunos. Os professores não terão descontos no salário. A prefeitura já sinalizou que pagará o piso nacional (R$ 1.187,00), mas aguarda a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal, resultado de um processo  perdido pelo estado.   
 
De acordo com o secretário de gestão da prefeitura, Estêner Soratto, existe a possibilidade de redução do quadro dos professores, caso for pago o valor pedido. O número de alunos por sala poderá ser ampliado. Não é descartado o fechamento de algumas escolas. Os professores reivindicam a implantação do piso nacional como salário inicial, e seja mantido os benefícios como 40% de regência.
 
Nesta segunda-feira, haverá uma nova audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut) e a prefeitura. Também está marcado um apitaço, às 9 horas, pelas ruas do Centro e Oficinas. O Sintermut também realizará uma assembleia. 
 
 
Governador avalia contra-proposta
Na segunda-feira, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) deverão ter uma audiência com o governador Raimundo Colombo. Nesta sexta-feira, o Sinte protocolou uma contra-proposta ao valor apresentada pelo governo na quinta-feira. 
 
Até a próxima quinta, a greve deve continuar. Neste dia, será realizada a assembleia estadual. Terça-feira, as regionais serão realizadas. Na proposta apresentada pelo governo, são extintos os prêmios educar/jubilar e de assiduidade. Também são fixadas em 15% todas as gratificações que constam na carreira do magistério e seus complementos. O valor das horas-extras são reduzidos em 50%. Também foi apresentada uma nova tabela salarial, onde o governo se propôs a pagar o piso nacional como salário inicial.
 
“O governo, na realidade, incorporou a regência e o prêmio educar no nosso salário”, revela uma das coordenadoras do Sinte, Tânia Fogaça.
Na contra-proposta, o Sinte pede a manutenção de todas as gratificações na carreira do magistério e a incorporação dos prêmios educar, jubilar e assiduidade no salário.
 
Em ambas, está inclusa a formação de uma comissão para verificar questões relacionadas ao plano de carreira. De acordo com o Sinte, cerca de 90% dos professores estão em greve.
 
 
Números
No total, 62% dos professores municipais estão em greve. Os dados são do sindicato. De acordo com a prefeitura, no Centro de Educação Infantil, 62,97% estão em greve. E, nas escolas de educação fundamental, 48,90%. Na próxima terça-feira, uma empresa de Brasília, indicada pelo Ministério da Educação (MEC), virá a Tubarão para ajudar a secretaria da educação a criar um plano de carreira para os professores.
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