Início Geral Estado de greve: Professores de Capivari de Baixo podem paralisar os trabalhos

Estado de greve: Professores de Capivari de Baixo podem paralisar os trabalhos

Cerca de 80 docentes participaram da assembleia nesta semana  -  Foto: Divulgação/Notisul
Cerca de 80 docentes participaram da assembleia nesta semana - Foto: Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Professores da rede pública municipal de ensino de Capivari de Baixo estão em ‘estado de greve’, de acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Oppa. Em entrevista ontem ao Notisul, ela disse que a categoria decidiu pela medida na quarta-feira à noite, em assembleia. Ela conta que a medida é necessária, uma vez que o piso salarial da categoria está defasado no município.

Laura explica que esta defasagem salarial do piso nacional do magistério chega a 49%, no entanto, o prefeito Nivaldo Souza (PSB) apresentou uma proposta de apenas 1,56% e R$ 40 de reajuste no vale-alimentação, o que foi considerado pela presidente do sindicato e pelos professores um aumento aquém da expectativa. “Não podemos aceitar este reajuste. A defasagem é grande e desta forma nada tem sido feito para reduzir essa diferença”, explica.

Além desta proposta, Nivaldo apresentou uma ‘solução’ de reajustar os valores em duas parcelas para uma parte dos servidores, o aumento de 3,64% ocorreria em maio e de 5,18% em setembro. “Cerca de 20% dos funcionários receberiam essa gratificação, o que não aceitamos. Quando os ajustes são realizados, eles devem ser para uma determinada categoria e não para que apenas alguns possam alcançar de forma diferenciada esse acréscimo”, pontua Laura.

Na próxima segunda-feira, os professores estarão na Câmara de Vereadores do município buscando apoio dos parlamentares para esta questão. “Temos que buscar esta colaboração. Não está fácil para ninguém, mas os reajustes devem ser realizados. Além dos vereadores vamos nos reunir com o Conselho Municipal de Educação e, na próxima quarta-feira, realizaremos uma nova assembleia. Se não encontrarmos uma saída a categoria poderá entrar em greve”, afirma. 

Em nota, a prefeitura de Capivari de Baixo explica a situação. “Foi oferecido a todos servidores municipais um reajuste de 1,56%, de acordo com o INPC no período, mais um aumento de R$ 40 no Vale-Refeição (o que implica no acréscimo 2,51% na média salarial de todos os servidores). Isso será aplicado a partir de 1º de maio de 2018. Aos professores municipais, efetivos e ACTs que recebem salário base inferior ao Piso Nacional dos Professores (R$ 2.455,52), a proposta é de um reajuste de 3,64% a ser pago em julho e mais 5,18% pago em setembro de 2018, a título de complementação do Piso Salarial. Em fevereiro de 2018, já foi estendido a todos os servidores municipais o pagamento do vale-alimentação durante o período de férias e licença-prêmio. A folha de pagamento da Secretaria de Educação representa 48,19% da folha de pagamento de Capivari de Baixo. Dos 338 professores, 224 serão beneficiados com a complementação do Piso Nacional. A administração municipal, preocupada em continuar honrando os compromissos com todos os servidores, espera que haja compreensão das categorias”, encerra a nota.

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