
Eduardo Zabot
Laguna
Uma denúncia a respeito da situação precária em que se encontrava a escola básica Ana Gondin, no bairro Magalhães, em Laguna foi protocolada junto ao Ministério Público pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) Regional em maio do ano passado. Esta semana, a juíza Lara Maria de Souza pediu a interdição do prédio e o estado precisa manifestar-se até o fim da próxima semana.
De acordo com o coordenador regional do Sinte, Rudmar Machado Corrêa, existe a previsão de reforma da escola no Pacto pela Educação. "Só a reforma não adianta, já existe um edital de construção do prédio e os alunos não podem continuar estudando com este estado precário do prédio", alerta.
O gerente de educação em Laguna, Sandro Cunha, esteve ontem em Florianópolis e já tem prazos para apresentar para a justiça. "Até sexta-feira, o edital para revitalizar e construir um novo prédio será lançado", garante. A obra contempla inclusive a cobertura para as atividades esportivas.
Os trabalhos estão orçados em R$ 6 milhões e o edital será lançado com a modalidade de concorrência pública. Caso não haja intervenções judiciais no processo de licitação, a construção deve iniciar no fim de junho.
Alunos serão transferidos para o salão paroquial
Os mais de 700 alunos e 70 funcionários da Escola Ana Gondin serão alocados no salão paroquial da igreja do bairro Magalhães. Segundo o gerente regional de educação, Sandro Cunha, na próxima semana será possível realizar a transferência.
"Nós vamos conversar com a juíza e também com os promotores do Ministério Público (MP) e explicar toda a situação. Depois, vamos mostrar o novo local e transferir os alunos", declara Sandro Cunha. Ele lembra que no ano passado não havia recursos suficientes para a construção e ações emergenciais foram feitas na escola.