Início Geral Estudantes alertam sobre os efeitos do abuso sexual e as drogas

Estudantes alertam sobre os efeitos do abuso sexual e as drogas

Campanha “Quebrando o Silêncio” envolveu alunos da Escola Adventista que participaram de ação informativa no centro de Tubarão.

TUBARÃO

Muito se tem falado de violência doméstica ultimamente. O governo, ONGs, instituições religiosas e empresas privadas estão se unindo para pôr fim a esse mal que assola a sociedade em todos os níveis. Dentro e fora do Brasil, imagens da mídia chocam a população. O abuso infantil, a violência contra a mulher e o abuso ao idoso abrangem grande parte da violência familiar e ocorrem justamente no lugar em que as pessoas deveriam se sentir mais seguras – seu próprio lar. Com o intuito de conscientizar a população, em particular as crianças, mulheres e idosos sobre a importância de um basta à violência, por meio do ensino de regras simples e eficazes de prevenção e sobrevivência ao abuso, a Escola Adventista, em Tubarão, promove a Campanha “Quebrando o Silêncio”.

Durante a semana, foram realizadas palestras sobre o tema e a interação com outras escolas para compartilhar o assunto, além de ressaltar a importância de não adquirir certos hábitos que podem levar ao consumo de drogas. Para encerrar a campanha, estudantes do 6° ao 9° ano realizaram uma ação no centro de Tubarão ontem à tarde, com a entrega de uma revista informativa à população.

A estudante Renata Crescêncio Costa, de 12 anos, participou da ação e enfatizou a importância de denunciar o abuso e os maus-tratos. “Entreguei a revista para adultos e adolescentes que passavam na avenida para conscientizá-los sobre a importância de denunciar. Conheço pessoas que até hoje são traumatizadas por terem sofrido abuso na infância. Muitos não têm coragem de denunciar”, relata.

Os participantes ainda informam o que mais mata os jovens e adolescentes são acidentes de trânsito, Aids e suicídio, e as principais causas são o uso do cigarro, drogas ilícitas e relacionamento sexual precoce e sem proteção. Eles alertam que 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes. “É importante denunciar. Colocamos, nos materiais informativos, os números 190 em casos de ação imediata, o 100 para violência sexual e 180, que é a Central de Atendimento à Mulher”, orienta a diretora da escola, Daiane Pinheiro.

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