
Jailson Vieira
Sombrio
Nenhum hospital ou clínica não poderá tratar pacientes sem materiais básicos como: seringa, luvas, gaze e soro fisiológico, por exemplo. O problema se agrava quando há falta de medicamentos, como analgésicos e antibióticos. Este tem sido um dilema enfrentado com frequência pelo Hospital Dom Joaquim, em Sombrio denunciado pela ex-diretora técnica da unidade, Cynthia Mota E. Lima.
A profissional de medicina conta que iniciou os trabalhos na casa de saúde em 10 junho do ano passado, no dia 20 do mesmo mês assumiu o comando técnico. “Neste período, realizamos algumas reuniões pedindo materiais, medicações e a regularização dos salários dos funcionários para a entidade mantenedora do hospital, porém, não fomos atendidos. O Dom Joaquim está em situação precária, há falta de insumos, alimentos e outros materiais, como computadores e impressoras para a confecção de laudos médicos”, denuncia a médica.
Na última sexta-feira, Cynthia deixou a direção técnica do hospital e emitiu uma nota endereçada a aos órgãos de emergência: Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e à população, relatando o fechamento das portas do Hospital Dom Joaquim. No fim da nota, a médica frisa que o Pronto-Socorro fechou.
De acordo com o Instituto Saúde e Educação e Vida (Isev), mantenedor da unidade, que encaminhou nota por meio do seu diretor administrativo, Walmiro Charão Júnior, destacou que as afirmações de Cynthia, não condizem com a realidade e que estão vinculadas a interesses pessoais. No informativo foi reafirmado que os serviços do Pronto-Socorro continuarão com um médico plantonista e que um novo diretor técnico será anunciado.