Alice Goulart Estevão
Tubarão
O caso que registrou a maior demissão em massa da categoria do ramo vestuário, em Tubarão, ainda não teve um desdobramento. Os 120 trabalhadores desligados da empresa de malhas Beckhauser, em novembro de 2015, ainda aguardam o desfecho por meio da justiça. Só em multas, a estimativa é de um débito de cerca de R$ 400 mil. O total das rescisões pode passar de R$ 1,5 milhão.
As dívidas são as que constam na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e Comissão do Trabalho por atraso da homologação e indenização. Se a empresa tivesse quitado na época da demissão, não seria multada. Os funcionários desligados são defendidos pelo advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Vestuário de Tubarão e Região (Sintraves), Marcelo Wanderlind Bittencourtt.
Hoje, participam de uma série de audiências referente ao inadimplemento das verbas rescisórias contra a empresa para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas. “As ações conciliatórias já ocorreram, mas não teve acordo. Agora está em andamento a segunda audiência de cada trabalhador. O juiz escutará as testemunhas e dará a sentença”, explica o presidente do Sintraves, Carlos Zamparetti.
Nesta semana, dez trabalhadores foram ouvidos. Na próxima terça-feira ocorrerão mais 12 audiências e, assim, seguirá até todos os 120 funcionários serem ouvidos. “Quem dá a sentença é o juiz, mas nesse caso não há como não favorecer o trabalhador pelos pagamentos atrasados, danos morais, horas extras e verbas rescisórias”, acredita Carlos.
A empresa ainda mantém aproximadamente 500 trabalhadores e, para estes, os salários estão em dia. Os diretores já solicitaram a recuperação judicial.