Rafael Andrade
Florianópolis
Até o julgamento, ainda sem data marcada, a vida de um ex-vereador de Imbituba, que legislou entre 2001 e 2008, e também atuou como secretário no fim da década de 1990 na prefeitura, será um presídio na capital. Até ontem, por volta das 22h30mim, o homem de 52 anos continuava recluso em uma cela da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Deve ser transferido nos próximos dias. Ele é acusado de participar de um esquema de desvios a subvenções a Organizações Não Governamentais (ONGs), principalmente em 2009, no sul do estado. Foi detido por meio de cumprimento de mandado de prisão preventiva, nesta terça, em Imbituba.
O ex-parlamentar da região teve, segundo investigadores do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB/LD) da Deic, auxílio direto de uma funcionária da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), de 50 anos, que foi presa em São José no mesmo dia da detenção do imbitubense. Ele teve o bloqueio de suas contas bancárias e de bens. A suspeita é que o rombo total desviado atinja a sonora sigla de R$ 6 milhões. O bloqueio foi confirmado pelo judiciário na segunda.
A investigação iniciou em 2012. Foi confirmado o sequestro de dois veículos dos envolvidos no suposto desvio de dinheiro público. Além disso, a polícia indica que foram falsificados documentos apresentados nas prestações de contas, em especial notas fiscais e cheques.
Desde o início da apresentação do projeto, o intuito era lesar os cofres públicos e usar o dinheiro em finalidade diversa daquela proposta no plano de aplicação. As entidades, segundo a polícia, contaram com o auxílio do ex-vereador, apontado em ser o responsável em organizar as prestações de contas, intermediar as liberações na SEF, além de também presidir uma das ONGs beneficiadas.
O delegado Rodrigo Schneider coordena as investigações. O Notisul tentou contato com a defesa dos envolvidos, mas ninguém foi localizado. ONGs na região teriam sido beneficiadas pelo suposto esquema de corrupção.
