Maycon Vianna
Tubarão
Dois eventos realizados no último sábado em Tubarão (no Clube 29 de Junho, bairro Passagem, e no Ases, Centro) viraram motivo de inúmeras reclamações por parte dos moradores vizinhos. Na madrugada de domingo, os policiais do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) receberam mais de 100 ligações de pessoas reclamando do excesso de barulho.
Ao tomar conhecimento do problema, o responsável pelo setor de alvarás da Delegacia Regional de Tubarão resolveu notificar os dois estabelecimentos, na tarde de ontem. “Os promotores de festas e os clubes precisam respeitar o que foi expedido pelo alvará. No caso específico destes dois eventos, notificamos pelo excesso de volume e de não cumprimento de horário (Ases às 4 e Clube 29 às 6 horas). Eles terão que assumir um termo de compromisso. Em 15 dias, os clubes terão que se ajustar”, avisa o agente do setor de alvarás, jogos e diversões da Polícia Civil, Vilmar Rodrigues.
O presidente do Clube 29, Odilson Souza Domingos, afirma que não soube de reclamação alguma sobre o som do evento de sábado e confirma que o promotor da festa tinha o alvará regular para a realização do evento até às 6 horas de domingo.
“Até onde sei, tudo estava correto. A festa estava boa, gente de fora, festa muito bem feita e organizada. Tinha o alvará dentro da regularidade. Não houve reclamação alguma para a diretoria. Estranhei as reclamações das pessoas, pois foi uma festa bem feita”, analisa.
Moradores reclamam de barulho
O empresário Claudio Sachetti (foto em detalhe), que reside próximo ao Ases, no Centro, é um dos moradores mais indignados. Ele reclama do som das festas promovidas no local e pede providências. “Não dá mais para aguentar. É um bairro nobre residencial. Se querem fazer barulho, que vão para outro lugar. A perturbação ao sossego é nítida”, protesta Claudio.
A proprietária do restaurante e lanchonete da Associação Ases, Maria Terezinha, rebate as críticas e afirma que tem todos os alvarás para realizar os eventos. Ela diz ainda que o som da festa de sábado foi até as 19 horas. “Não entendi o motivo da reclamação. Fizemos um evento durante a tarde, com horário bem acessível. Nossa intenção não é prejudicar as pessoas”, declara.
O agente do setor de alvarás, jogos e diversões da Polícia Civil de Tubarão, Vilmar Rodrigues, soube do protesto de alguns moradores, explica que não adianta apenas reclamar, sem que haja um registro do boletim de ocorrência. “De boca, é fácil falar, protestar, ir na imprensa. No entanto, para a abertura de um processo administrativo, é preciso ter em mãos um B.O.”, orienta.
Segundo Vilmar, os clubes notificados têm 15 dias para se enquadrarem no termo do compromisso. Caso expire o tempo dado pela Polícia Civil, os locais podem sofrer interdição administrativa.
