Tubarão
A alimentação da população, com o passar do tempo, tem mudado muito. O trabalho fora de casa já não é mais papel somente do homem, pois hoje a mulher atua igualmente no mercado de trabalho. Antes era função da mulher preparar as refeições, agora essa tarefa é dividida. Porém, infelizmente, nem todos conseguem se adaptar a essa nova realidade. Com isso, a indústria alimentícia e os fast foods aumentaram para facilitar a vida moderna.
O índice de obesidade ficou estável no país, mas o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. Uma pesquisa divulgada esta semana pelo Ministério da Saúde alerta que o excesso de peso já atinge 52,5% da população adulta do país. Essa taxa, nove anos atrás, era de 43% – o que representa um crescimento de 23% no período. Também preocupa a proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%, embora este percentual não tenha sofrido alteração nos últimos anos. Os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.
Conforme a nutricionista clínica e esportiva, Maiara Darela de Souza, de Tubarão, as pessoas passaram a comer mais fora de casa – comidas prontas e processadas -, e a alimentação caseira preparada com produtos naturais ficou de lado. “Essas mudanças no perfil alimentar do brasileiro junto com o sedentarismo e o estresse contribuíram negativamente para o avanço de doenças crônicas e a obesidade. Precisamos comer de acordo com o gasto calórico, aprender a fazer escolhas saudáveis e ingerir alimentos mais naturais (os que vêm da terra) e até mesmo resgatar o hábito de cozinhar. Praticar atividades físicas regularmente também é essencial”, destaca a profissional. “Vivemos em uma correria, mas se não cuidarmos da saúde hoje, provavelmente no futuro, infelizmente, teremos que tirar um tempo para cuidar da doença”, conclui Maiara.
Capital tem menor índice de obesos
Florianópolis é a cidade com menor índice de obesos do país e a que tem a população que mais pratica esportes. Na capital, 14% da população é obesa. A média nacional está em 17,9%. Pelos dados, 47% da população adulta residente na cidade pratica cerca de 150 minutos diários de exercícios. Esta média é o recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
