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Exército atuará no combate

O comandante do Exército em Tubarão, major Marcelo de Souza Pinho (de pé), destacou que a força-tarefa irá auxiliar os moradores a serem os próprios fiscais neste combate
O comandante do Exército em Tubarão, major Marcelo de Souza Pinho (de pé), destacou que a força-tarefa irá auxiliar os moradores a serem os próprios fiscais neste combate

Silvana Lucas
Tubarão

Foi anunciado oficialmente ontem, em Brasília, pelo Ministro da Defesa, Aldo Rabelo, que 220 mil militares das Forças Armadas irão participar amanhã do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o país. Atualmente, são 28 municípios considerados infestados pelo mosquito em Santa Catarina. Em Tubarão, uma reunião também foi realizada ontem entre oficiais da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria do Exército e o poder público com o objetivo de organizar uma força-tarefa para combater a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chykungunya e zika vírus.  

“Em nossa região, por enquanto, o problema está amenizado, mas isto não significa que estamos imunes. Nossa missão, juntamente com a população, os agentes municipais e estaduais é evitar que os mosquitos se proliferem e causem doenças”, informou o comandante do exército, major Marcelo de Souza Pinho. O comandante destaca que serão mais de 100 militares que atuarão na Cidade Azul e em Capivari de Baixo em quatro etapas, na qual a primeira já ocorreu, com a conscientização dos militares da importância de atuar neste combate.

“A próxima fase será a visita às residências e estabelecimentos comerciais, que ocorrerá sábado, nos dois municípios, das 8 às 17 horas. Depois, na próxima semana, será o combate aos focos e, paralelamente a esta, a última fase será a conscientização e motivação dos estudantes para lutar nesta causa”, explica o major Marcelo.

Ele ressalta que a missão do Exército é distribuir material informativo, acompanhar agentes sanitaristas, comunicar, caso haja imóveis fechados ou inacessíveis, além de anotar no relatório as atividades realizadas e os endereços onde os proprietários não permitiram a entrada.

Atuação da Marinha em Laguna

O combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti também será reforçado em Laguna. Na Cidade Juliana, homens da Marinha se juntarão a profissionais da Secretaria de Saúde. As primeiras ações ocorrerão nos bairros Vila Vitória, Progresso e Barbacena. Quarenta marinheiros e 20 servidores municipais atuarão nesta primeira etapa. Orientação e panfletagens serão colocadas em prática. A segunda etapa, entre os dias 15 e 18 deste mês, servirá para executar a coleta de materiais e a identificação de possíveis focos. Uma equipe da Secretaria de Obras deverá auxiliar nos trabalhos. Os detalhes iniciais foram debatidos ontem em reunião na Delegacia da Capitania dos Portos.

Focos neste ano na região
O último foco encontrado na região foi na quarta-feira no bairro Caçador, em Capivari de Baixo. Em uma coleta de armadilha foram descobertas sete larvas positivas em uma empresa. O primeiro foco do ano foi localizado em Tubarão no dia 28 do mês passado pela equipe do Programa de Combate a Endemias em uma armadilha no bairro Vila Esperança. No local foram localizadas cinco larvas. O segundo foco foi descoberto um dia depois no bairro Conde D’eu, em Orleans.

A força-tarefa
A coordenadora do Programa de Combate à Dengue na 20ª Gerência Regional de Saúde em Tubarão, Cláudia Ochs, informou que na região ficou decidido que em Tubarão serão formadas 15 equipes para atuarem na campanha. Cada grupo terá quatro soldados, um agente comunitário de saúde e um agente de controle de endemias, que atuarão nos bairros Morrotes, Vila Esperança e Dehon, e às margens da BR-101. Em Capivari de Baixo serão sete grupos, com a mesma formação, que percorrerão as comunidades do Centro, Caçador e Três de Maio. “Esta mobilização é muito importante. Em nossa região, percebemos que parte da população ainda não está engajada. Temos que conscientizar cada morador que ele tem que ser o fiscalizador de sua própria residência”, reforça Cláudia.

Dengue
O último boletim divulgado (ontem) pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive-SC) da dengue, zika e chikungunya em Santa Catarina informou que 1.260 casos de dengue foram notificados. Desses, 155 foram confirmados por exames laboratoriais, 422 foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 683 casos estão sob investigação. Na região não há registro de nenhum caso ocorrido dentro dos municípios.

Chikungunya
Desde o primeiro dia deste ano até o sábado, foram notificados 49 casos suspeitos de febre de chikungunya em Santa Catarina, todos permanecendo em investigação.

Zika Vírus
No período de 1º de janeiro a 6 de fevereiro foram notificados 58 casos suspeitos de zika vírus em Santa Catarina. Destes, cinco foram confirmados (quatro pelo critério clínico-epidemiológico e um pelo critério laboratorial), 23 foram descartados e 30 permanecem em investigação. Na região, em Braço do Norte, um morador contraiu a doença no estado de Sergipe. Tubarão e Garopaba já registraram um caso cada um, que estão sendo investigados. 

Doenças
Transmitido pelo mesmo mosquito vetor dos vírus da dengue, chikungunya e a zika, o Aedes aegypti provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação atual é a relação entre o vírus zica e a ocorrência de microcefalia, já confirmada pelo Ministério da Saúde.

Emergência mundial
No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo vírus zika. A direção geral da OMS destacou que a situação é preocupante por causa de fatores como ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido e a possibilidade de disseminação global da doença.

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