Início Especial Falta de dinheiro ainda não foi comunicada ao Dnit/SC

Falta de dinheiro ainda não foi comunicada ao Dnit/SC

Operários continuavam com os trabalhos normalmente, ontem, no viaduto de acesso ao Sertão dos Corrêa e ao Cruzeiro
Operários continuavam com os trabalhos normalmente, ontem, no viaduto de acesso ao Sertão dos Corrêa e ao Cruzeiro

Jailson Vieira
Tubarão 

As obras em 31 rodovias federais no Brasil poderão ser paralisadas a qualquer momento, mas, até o fim da tarde de ontem, nada de braços cruzados ou máquinas, pelo menos em Santa Catarina. O motivo alegado pela diretoria do Departamento  Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), da sede, em Brasília, para a interrupção dos trabalhos, é a escassez de dinheiro do governo federal.

Portanto, pelo cronograma, na região, a conclusão da nova Ponte Cavalcanti, sobre o Rio Tubarão, no bairro Fábio Silva, e do viaduto de acesso às comunidades do Sertão dos Corrêa e Cruzeiro, deverá ser afetada e as temíveis e intermináveis filas no verão podem ser, por mais uma temporada, novamente uma realidade.

Conforme a assessoria de comunicação do Dnit em Santa Catarina, não há nenhuma determinação de paralisação. “Não recebemos notificação dos representantes do Dnit na esfera federal, por isso a obra não terá interrupção. Os funcionários trabalham a todo o vapor”, anunciou a assessoria ontem.

No requerimento em que solicita a suspensão dos contratos para o Ministério dos Transportes, Ministério do Planejamento e Casa Civil, a direção nacional do Dnit alega que o orçamento previsto para este ano era de cerca de R$ 11 bilhões – incluindo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Informam que a verba não é o suficiente para garantir a ‘carteira de projetos em execução’, que totalizará R$ 31,3 bilhões, ou seja, muito acima do quadrante.

O Notisul ouviu representantes do órgão em Brasília ontem. Eles detalharam que a decisão, por enquanto, não gera qualquer efeito de paralisação de contrato vigente. “Para isso, é necessário notificar a empresa contratada, lavrar um termo e publicar a decisão no Diário Oficial da União. Nenhum destes atos foi praticado, ainda, pela administração”, conclui o comunicado emitido pelo órgão federal.

 

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