Silvana Lucas
Tubarão
A ponte de arame, como também é conhecida a estrutura pênsil localizada em frente ao prédio histórico da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), é passagem diária por diversos moradores e estudantes, como principal caminho de pedestres entre os bairros Oficinas e Dehon. Local que, nesta época do ano, recebe menor movimento, motivo este não justificável para a falta de manutenção, que na última sexta-feira causou vários acidentes.
A funcionária de um salão de beleza, Jadna Pickler da Silva, ao chegar atravessar a ponte por volta das 12 horas, logo após contornar a estrutura metálica que separa a entrada dos pedestres pela margem direita do rio Tubarão, caiu ao pisar em uma das madeiras, que estava solta e feriu a perna esquerda.
No impacto do tombo, Jadna ainda teve forças para chamar o filho Rafael para levá-la ao hospital, onde fez alguns exames e realizou uma radiografia, que não apresentou maiores causas além de uma luxação. “Não sei se fiquei mais desesperada pelas dores ou pelo susto, já que passo ali várias vezes ao dia para ir ao trabalho. Sei que a ponte está com a sua estrutura precária e precisa de uma reforma, mas não esperava me machucar desta forma”, conta Jadna.
O eletrotécnico João Luiz Larroyd, também se machucou ao passar pelo mesmo local. O fato foi ocorreu por volta das 22 horas desta sexta-feira, quando retornava para casa, nas proximidades da universidade.
“Virei o meu pé esquerdo. Não chequei a quebrá-lo porque eu já havia passado por ali horas antes e percebi que o caminho estava perigoso, faltando uma tábua”, lamenta João Luiz, que tinha se acidentado outras vezes na precária ponte nos dois lados da estrutura.
Patrimônio
A ponte pênsil foi construída em 1965, na gestão do prefeito Dilney Chaves Cabral, conquista de estudantes e outros pedestres que tinham que caminhar longa distância. Na época, não havia outra passagem entre as pontes Nereu Ramos e a balsa, atualmente ponte Manoel Alves dos Santos. Na enchente de 1974, a estrutura não aguentou e afundou, após as águas baixarem, canoas faziam o transporte até 1975, quando foi reconstruída.
