Início Opinião Farol de Santa Marta 2013 – temporada aberta

Farol de Santa Marta 2013 – temporada aberta

 

Estive recentemente no Farol de Santa Marta, onde fiquei por dez dias, todos, por sinal, muito bem aproveitados, sempre sob um sol espetacular e a admiração da magnífica paisagem que o lugar oferece – coisa de cartão postal! De tudo, foi muito fácil notar que o próprio farol, construído com tecnologia francesa em 1891, ainda no império, continua sendo o lugar mais buscado e fotografado pelos inúmeros turistas que chegam ao atraente balneário.
 
Passado o Réveillon, que também foi um espetáculo, no que se fale do movimento de veranistas estava na medida certa para o que podia oferecer o lugar em infraestrutura. Mais que aquilo de gente, por certo, seria exagero e, o pior, muito problemático. 
 
Pelas novas ruas calçadas – que foi o grande sinal de progresso do ano que passou – e pela tradicional estrada geral da praia, o movimento era constante, num animado vai-vem Prainha/Cardoso. Todos, claro, a caminho do mar.
Ao cair da tarde, quando o sol já não brilhava com tanta intensidade, havia sempre uma “peladinha” para os futebolistas de plantão, fossem eles pernas de pau, ou não. À noite, então, a animação ficava por conta dos points jovens, notadamente as boas e animadas casas de música e os bares que se espalham pelos quatro cantos do Cabo de Santa Marta Grande.  
 
Das duas praias do lugar, do Cardoso veio a boa nova do fim do perigoso tráfego de automóveis no ponto de maior convergência de banhistas durante toda a alta temporada. Criaram uma boa barreira de moirões fincados nas entradas principais daquela orla. Já na urbana e agitada Prainha, estabeleceu-se a proibição oficial de carros com som excessivo, medidas que foram aplaudidas pela maioria dos veranistas. 
 
No que se compare uma temporada com a outra – a de 2012 com a de 2013 – a atual está praticamente com o mesmo movimento, porém, menos agitada. Leia-se aí menos barulho de som automotivo, o que era, também, uma incomodação para muitos. 
 
De sexta a domingo, quando chegam em maior número os veranistas transitórios, o lugar cresce um pouco mais, promovendo a ocupação quase total nas várias pousadas, hotéis e casas temporárias para alugar. 
E, para quem ainda acha pouco, que venha, então, o Carnaval! 
 
A lamentar, ficou a condição de acesso ao Cabo de Santa Marta, que ainda é muito precária, principalmente para quem vem do centro de Laguna, contrastando, e muito, com o belíssimo passeio de balsa, logo no começo da viagem, na travessia do canal. As obras de pavimentação da SC-100 não evoluem e a manutenção deixa muito a desejar. Não há carro que resista. 
 
De outros pontos frágeis da praia, um deles continua sendo a coleta do lixo. Nesse aspecto, não há, também, lugar ou recipiente específico para depósito dos dejetos, como, por exemplo, contêineres ou caçambas. Do jeito que está, gatos e cachorros de rua fazem a festa nos milhares de sacos e sacolas que se amontoam diariamente à beira das estradas e caminhos. Comenta-se muito, ainda, a existência de alguns esgotos a céu aberto, por conta da falta de uma rede que venha atender a essa necessidade.
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