Início Esportes Ferrari aposta na asa “Macarena” para desafiar Mercedes no GP da China

Ferrari aposta na asa “Macarena” para desafiar Mercedes no GP da China

Foto: Mark Peterson/Reuters

A Ferrari prepara novidades técnicas para tentar reduzir a vantagem da Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1. A principal aposta da escuderia italiana é a chamada asa “Macarena”, uma inovação aerodinâmica que pode estrear no GP da China, neste fim de semana, no circuito de Xangai.

A expectativa é que o novo componente ajude o time a reagir após o domínio da Mercedes na etapa de abertura do campeonato, disputada na Austrália, onde George Russell venceu e Kimi Antonelli completou a dobradinha da equipe alemã.

Nova asa pode melhorar desempenho nas retas e curvas

(Foto: Hamad I Mohammed/Reuters)

A asa traseira apelidada de “Macarena” permite uma abertura extra de até 180 graus, mecanismo que já recebeu aprovação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Segundo engenheiros da equipe, o sistema ajuda a:

  • Aumentar a pressão aerodinâmica

  • Reduzir o arrasto, força que freia o carro nas retas

  • Melhorar a estabilidade em curvas

  • Aumentar a velocidade máxima

Com menos resistência ao avanço do carro, a Ferrari espera melhorar o desempenho tanto nas retas longas de Xangai quanto no gerenciamento de energia, um dos pontos críticos desta temporada.

Circuito chinês pode favorecer reação da Ferrari

O Autódromo Internacional de Xangai apresenta características diferentes do circuito de Albert Park, na Austrália.

Enquanto a pista australiana exige alto controle do consumo de energia dos carros, o traçado chinês é considerado menos exigente nesse aspecto. Isso pode reduzir uma das principais vantagens da Mercedes no início do campeonato.

Na Austrália, pilotos chegaram a comparar o uso de energia e do botão de ultrapassagem a um “Mario Kart”, destacando o papel decisivo do gerenciamento eletrônico nas disputas.

Caso a influência desse fator seja menor na China, os carros podem se aproximar mais em desempenho.

Corrida sprint reduz tempo de testes

Outro elemento que aumenta a imprevisibilidade do fim de semana é a presença da corrida sprint, que reduz o tempo disponível para ajustes nos carros.

Com isso, as equipes terão apenas um treino livre de uma hora antes das sessões classificatórias.

Para a Ferrari, isso significa menos tempo para testar a nova asa e outras atualizações no carro.

Bortoleto terá teste importante na temporada

O GP da China também será um teste relevante para o brasileiro Gabriel Bortoleto, que disputa sua temporada na Fórmula 1.

Segundo o piloto, o circuito de Albert Park favorecia mais o desempenho de seu carro, o que torna o desempenho em Xangai um indicativo importante sobre a competitividade do modelo ao longo do ano.

No pelotão intermediário, equipes como Haas, Racing Bulls, Alpine e Audi devem travar nova disputa intensa por posições na zona de pontuação.

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