Início Geral Filha de caminhoneiro de Tubarão expõe preocupação com o pai nas estradas

Filha de caminhoneiro de Tubarão expõe preocupação com o pai nas estradas

Tubarão

Sem o horário definido de trabalho, sem poder voltar para a residência todos os dias, assim é a profissão de caminhoneiro. O profissional tem que se adaptar todos os dias com um modo de vida de contrastes. O último contraste, por exemplo, é a paralisação nacional da categoria que iniciou na última segunda-feira. Em entrevista recente para o Notisul, estes trabalhadores afirmaram que não queriam a greve, no entanto, ela foi necessária.

A jovem Mônica Nogaredo, 23 anos, de Tubarão, conta que a apreensão tomou conta de seus familiares desde o início da paralisação. Ela é filha de Lúcio Nogaredo, que há 35 anos trabalha como caminhoneiro. “Só quem tem um caminhoneiro na família para entender o nosso sentimento. O coração vai e volta toda semana junto com o meu pai. Toda vez que ele entra no caminhão e vai para a estrada, não há outra coisa a fazer a não ser colocar na mão de Deus e pedir para ele voltar vivo”, destaca.

Mônica conta, que a última vez que viu Lúcio foi no dia 19. Ele deveria voltar na última quarta-feira, porém por causa da ‘luta’ da categoria, o pai da jovem segue firma com outros manifestantes no protesto.  “É uma profissão muito pesada, principalmente para um homem de 60 anos. Além de cumprir com os horários e fazer o carregamento da carga, ele ainda precisa lidar com as estradas muitas vezes em péssimas condições, sem contar os perigos na direção e os inúmeros assaltos que ele e outros profissionais já passaram”, pontua.

Ela explica, que a sua preocupação aumentou quando o presidente Michel Temer solicitou o apoio das Forças Armadas para desbloquear as rodovias. “Com essa medida só pensei na ditadura militar. Acredito que aquele período entre 1964 a 1985 foi tenso e não quero que meu pai passe por isso nas estradas.  Aquela época foi delicada e atualmente algumas pedem a intervenção militar”, lamenta.

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