
Tubarão
Um filhote de baleia franca encalhou na praia do Gi, em Laguna. O mamífero, um macho, foi encontrado já morto por um pescador. O animal tinha 4,80 metros e, aparentemente, entre um e dois meses. A Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca/ICMBio e a Polícia Ambiental de Laguna foram acionadas. Como o bicho não apresentava lesões externas, amostras de tecido foram coletadas para análise.
Segundo a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, a bióloga Karina Groch, o filhote provavelmente se perdeu da mãe. “Isto é bastante comum. Como eles ainda são muito novos e não conseguem se alimentar sozinhos, já que exclusivamente mamam, adoecem e morrem. Ele estava bem magro e sem ferimentos, o que reforça essa teoria”, explica Karina.
Este foi o primeiro registro de encalhe de baleia franca na região. A média dos últimos anos é de dois a três filhotes por temporada. Quando isso ocorre, as equipes do Projeto Baleia Franca e da APA são acionadas para colocarem em prática o protocolo de encalhe.
Este documento contém uma série de normas e regras que visam orientar os procedimentos de resgate. Com isso, a ajuda de pescadores, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, e da Marinha de forma geral são imprescindíveis.
“Não há como o PBF ou a APA possuir uma embarcação própria, já que os encalhes podem ocorrer em todo o litoral de Santa Catarina. Por isso o protocolo consiste em uma grande rede de ajuda de autoridades e voluntários”, detalha Karina.
Procedimentos em casos de encalhe
Como ajudar?
• Entre em contato com as instituições responsáveis.
APA da Baleia Franca: 3255-6710.
Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio: (48) 3282-1863.
Núcleo de Fauna do Ibama/SC: (48) 3212-3368 ou 3212-3356.
Projeto Baleia Franca (Imbituba): (48) 3255-2922.
Laboratório de Mamíferos Aquáticos da UFSC: (48) 3721-9626.
Unesc: (48) 3431-2573.
Polícia Militar Ambiental em Laguna: 3644-1728.
Em caso de animais vivos
• Não tente devolver o animal para a água.
• Ajude a isolar a área e a manter as pessoas e animais domésticos afastados.
• Coloque panos molhados sobre o corpo do animal e providencie sombra para evitar queimaduras solares.
• Mantenha o animal molhado, sem jogar água no orifício respiratório
• Obtenha fotografias do animal para ajudar na identificação da espécie e documentação do caso.
• Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade.
• Os animais encalhados podem transmitir doenças aos seres humanos. Evite respirar o ar expirado por eles.
• Não se aproxime da cauda. São animais grandes e em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos.