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Finalistas do Mundial prometem grande confronto no ataque

Moscou

França e Croácia se enfrentam neste domingo em busca da Taça da Copa do Mundo de 2018. A partida que começa às 12h vai definir a melhor Seleção do Mundo no futebol. Cada uma das equipes tem suas características e forças para conquistar uma estrela para a camisa de cada país. Conheça os aspectos e a trajetória de França e Croácia nesse Mundial.

A França

Antes do início da Copa do Mundo, da Rússia, muitos apontavam a França como uma das favoritas ao título. Com um elenco recheado de estrelas, o grande desafio do técnico Didier Deschamps era transformar em um time competitivo. Até o caminho para a decisão o treinador encontrou a equipe ideal.

A estreia dos Blues não foi das melhores. A vitória por 2 a 1 diante da Austrália mostrou muitos problemas de jogo coletivo. Dessa forma, Deschamps foi mexendo na equipe, até descobri-la no histórico triunfo frente a Argentina por 4 a 3.

Desde então, os franceses passaram a ser um time reativo. De propor o jogo, a esperar o adversário. Foi assim que a França bateu a Bélgica pelo placar de 1 a 0. Os belgas tiveram mais posse de bola, mas a defesa se mostrou estável. Além disso, o contra-ataque é fulminante, ao roubar a bola, os jogadores já procuram Mbappé pela direita. A revelação do Mundial faz estragos nas defesas rivais, e cria as principais chances da equipe.

Além de Mbappé, Pogba e Griezmann são outros nomes que podem decidir a partida para a França, mesmo quando o time não se mostrar brilhante, como na semifinal. Foi dos pés do camisa 7, que saiu o gol, na cobrança de escanteio. Já o meio-campista se mostrou um leão, ao marcar individualmente Fellaini.

Deschamps deu um padrão ao time, mas falta ser menos previsível. A válvula de escape é sempre Mbappé. Dessa forma, bater um time com defesa organizada é complicado para os Blues. Diante do Uruguai, os gols saíram a partir de uma bola parada, e falha do goleiro Muslera, na finalização fraca de Griezmann.

Kanté, Pogba e Matuidi formam a trinca no meio-campo. Além da qualidade indiscutível do trio, os jogadores têm uma força física ímpar. O camisa 9, Giroud, destoa de todo o resto do time. O jogador vem fazendo uma fraca Copa do Mundo, finaliza pouco, e não vem mostrando a presença de área necessária em certos momentos. Apesar disso, não “atrapalhou” na campanha dos franceses. 

Pavard e Lucas Hernandez são os laterais que podem ajudar o time francês com a firmeza na marcação e sendo úteis na frente. Porém, ambos têm 22 anos e podem sentir o peso de um jogo de final de Copa do Mundo.

A Croácia

A campanha da Croácia no mundial surpreendeu. O time chegou à competição cotado para fazer um bom papel. No entanto, poucos imaginavam que a equipe chegaria até a decisão.

Os croatas contam com um talento ímpar no meio-campo, o setor mais importante do jogo. Rakitic e Modric são responsáveis por organizarem a saída de bola do time, e armar as principais jogadas. 

Com esse excelente meio-campo, que ainda conta com Brozovic na sustentação, a Croácia tem como principal virtude o bom toque de bola. Porém, o time joga muito pouco pelo centro, e sempre busca a virada de jogo, com os laterais Vrsaljko e Strinic. 

Os laterais são fundamentais nos cruzamentos para a área. A Croácia explora muito bem os levantamentos, devido a precisão de Vrsaljko e Strinic. Nas duas ocasiões, saíram os gols na vitória histórica contra a Inglaterra. Nos escanteios, o time também se mostra perigoso.

Mesmo com o meio-campo técnico, quando precisou de fato propor o jogo, a Croácia mostrou extremas dificuldades. Diante da Dinamarca e da Rússia, o time foi pobre em termos criativos, e sofreu muito com as chegadas do adversário ao ataque. Os dinamarqueses finalizaram 15 vezes, 10 delas no gol de Subasic.

Aguentar três prorrogações, e duas disputas por pênaltis é tarefa de extrema dificuldade. Por essa razão, a Croácia deverá sentir na parte física e terá um dia a menos de preparação para o duelo. Uma das grandes preocupações do técnico Dalic é o elenco. As peças de recomposição não estão à altura dos titulares. 

Lovren e Vida formam a dupla de zaga croata. Os dois, constantemente estão expostos nos ataques adversários, pois, os laterais sobem o tempo todo. Rakitic e Modric não são marcadores. Brozovic fica sozinho para marcar. Dessa forma, os defensores ficam em situações desconfortáveis em quase todos os jogos.

Os pontas Rebic e Perisic podem ser decisivos para os croata. Quando o time está sufocado, os jogadores procuram os externos em busca da jogada individual, buscando o fundo do campo e quebrar as linhas de defesa adversária.

Por fim, a Croácia chega a sua primeira final de Copa do Mundo da história. Com uma camisa que não tem tanto peso, o time pode sentir a magnitude do jogo, e assim, não conseguir executar os pontos fortes. A obrigação de erguer a taça é da França, e os comandados de Dalic chegam como franco-atiradores.

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