Início Geral Fosfateira de Anitápolis: poucas entidades públicas recorrem da decisão do TRF4

Fosfateira de Anitápolis: poucas entidades públicas recorrem da decisão do TRF4

Anitápolis

Os entes públicos tiveram 30 dias para recorrerem da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF4), que em setembro passado decidiu em favor da Vale e manteve a extinção da ação civil pública movida pela ONG Montanha Viva, desde 2009. Isso quer dizer, que a Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC) em Anitápolis, poderá dar início ao novo processo de licenciamento e pleitear a exploração de mais de 300 hectares de Mata Atlântica no município da Grande Florianópolis.

A empresa almeja erguer na cidade uma mineradora de fosfato e também uma fábrica de ácido sulfúrico. O complexo industrial, porém, atingirá áreas de preservação permanente, unidades de conservação, lagunas e áreas costeiras. Isso terá impacto de forma significativa em dezenas de cidades catarinenses como as da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel).

O prazo para recorrer da decisão terminou no último dia 13, no entanto, municípios como Laguna,  São Martinho e a Amurel não se manifestaram. Por outro lado, Braço do Norte, Gravatal, São Ludgero, Tubarão, Rancho Queimado, Defensoria Pública, Ministério Público Federal, Ibama e a Ong Montanha Viva recorreram da sentença. O município de Santa Rosa de Lima é réu no processo e não pode se manifestar judicialmente para recorrer junto a outras cidades.

De acordo com o advogado da ONG Montanha Viva, Eduardo Bastos, atualmente estão abertos os prazos para que os réus recorram. Ele conta que o IMA se manifestou no sentido de que a decisão judicial, que extinguiu o processo deve ser mantida e que basta a empresa dar início em um novo licenciamento. “Pelo visto as portas estão abertas para a Fosfateira. Soma-se a isso o Projeto de Lei que está em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) poderá permitir a implantação do empreendimento por meio do processo de mineração a seco”, lamenta.

A IFC pleiteia a exploração de uma mina de fosfato, durante 33 anos, em uma área de 360 hectares em meio a um bioma da Mata Atlântica, às margens do Rio dos Pinheiros, em Anitápolis. O manancial é parte da Bacia Hidrográfica do Rio Braço do Norte e, consequentemente, impacta sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e do Complexo Lagunar.

Sair da versão mobile