Cíntia Abreu
Tubarão
Quem pensou que os representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar não se aprofundariam mais nos estudos sobre a instalação da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), em Anitápolis, enganou-se. As partes contrárias e a favor do projeto são incluídas nos estudos e reuniões em execução.
O secretário executivo do comitê, Francisco Beltrame, reafirmou que o órgão foi pego de surpreso sobre a instalação da IFC. “Não estamos calados sobre o assunto, e sim agindo para que com bases concretas possamos atuar nos prós e contras da situação”, ressalta Beltrame.
Um grupo de estudo foi formado e o comitê já teve acesso ao projeto da fosfateira. “Fomos a primeira entidade a ver o planejamento. Iremos ouvir agora quem tem os posicionamentos contra. Estamos agindo como peritos”, explica o secretário.
Na última sexta-feira, representantes do comitê estiveram no local de instalação da IFC em Anitapólis. “Após tudo estudado, iremos formatar um relatório técnico. E isto será o posicionamento das 30 unidades que representam o comitê”, salienta Beltrame.
O órgão não é contra o empreendimento, porém, preza pela segurança do meio ambiente. “A IFC foi receptiva em aceitar as considerações. Leremos algumas entrelinhas, principalmente na questão hídrica. Já vimos algumas incoerências”, adianta Beltrame.
Pontos que serão observados
♦ Para que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar possa emitir um parecer técnico sobre a instalação da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC) em Anitápolis, serão observados os possíveis danos que o empreendimento possa vir a causar no meio ambiente e, consequentemente, ao ser humano.
♦ Climatologia hidrogeologia, radioatividade, chuva ácida e recursos hídricos são alguns dos pontos questionados à empresa. “Há indícios que haverá contaminação do solo, por isso, é necessário um trabalho imparcial”, sublinha o secretário executivo do comitê, Francisco Beltrame.
